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	<title>Educação &#187; oficina</title>
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	<description>Só mais um blog do Cultura Digital</description>
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		<title>Ação Cultura Digital: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A conclusão a que a pesquisa chega é que a a experimentação e a inovação são, quase de maneira unânime, as grandes contribuições da Ação Cultura Digital no que diz respeito ao fomento e à apropriação de tecnologias digitais. Foram experimentados modelos e métodos de convidar produtores culturais, muitas vezes avessos ao uso de tecnologias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A conclusão a que a pesquisa chega é que a a experimentação e a inovação são, quase de maneira unânime, as grandes contribuições da <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=21">Ação Cultura Digital</a> no que diz respeito ao fomento e à apropriação de tecnologias digitais. Foram experimentados modelos e métodos de convidar produtores culturais, muitas vezes avessos ao uso de tecnologias, a incorporar as ferramentas digitais em seu cotidiano. As recomendações de especialistas de não trabalhar a ferramenta pela ferramenta, mas de formar de acordo com as necessidades de indivíduos e grupos estiveram presentes no Projeto.</p>
<p>“A inclusão digital pela Cultura é a grande sacada do Projeto”, avalia <a href="http://culturadigital.br/members/drica/">Drica Veloso</a>. <a href="http://culturadigital.br/members/efeefe/">Felipe Fonseca</a> brinca que as oficinas tiveram mais erros que acertos e afirma que o maior resultado da Ação Cultura Digital foi abrir espaço para tratar questões ainda desconhecidas. “E o papel do Gil nisso foi fundamental. Pudemos ampliar o discurso pra fora da classe média paulistana, chegando mais às bases. O maior valor foi simbólico. Foi criado um espaço de invenção no poder público que não existia.” <a href="http://culturadigital.br/members/leogermani/">Léo Germani</a> enumera as questões formuladas na Ação e difundidas pelo então Ministro Gilberto Gil: “Direitos autorais, uso de software livre, conhecimento livre, licenças abertas. Isso abriu portas e discussões, pipocou pra muitas ações, influenciou tanta coisa&#8230; nem temos a dimensão”.</p>
<p>Os principais problemas do Programa, apontados pelos entrevistados, podem ser explicados por uma reflexão de Drica Veloso: “O Cultura Digital nunca se propôs a ser sério. Estava e não estava dentro do MinC. Já cheguei a cidade do interior de Minas e a televisão lá estava me esperando porque tinha alguém do Ministério da Cultura&#8230; imagina! A equipe nunca foi preparada. E a politicagem do &#8216;vamo que vamo&#8217; foi muito prejudicial. Precisava de mais calma, mais preparo, mais tato. Muita coisa não deu certo por isso.”</p>
<p>Todos os seis entrevistados que atuaram no Programa do Ministério da Cultura apontam a falta de condições de trabalho, de estabilidade e continuidade das ações. Os salários pagos aos coordenadores e oficineiros pelo IPTI (Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação), de 2005 à metade de 2007, não obedecia a critérios claros para a definição de valores; era, muitas vezes, liberado com atrasos e não foi uma constante durante todo o trabalho nos Pontos de Cultura. “Às vezes o salário atrasava 15 dias, e as pessoas ficavam esse tempo em casa. Outras, todo mundo sem dinheiro, gastando celular, adiantando a comida pra receber dois meses depois. Era muita precariedade, sempre uma briga”, relata Felipe Fonseca.</p>
<p>A falta de equipamentos é outro ponto marcante no que chamam de falta de condições de trabalho. Até meados de 2006, computadores, câmeras, filmadoras e tudo o que utilizavam nas oficinas era dos próprios oficineiros. O desgaste e a manutenção eram ônus dos que trabalhavam na Ação Cultura Digital. Tais problemas não permitiam um trabalho continuado. “O processo começava em um lugar e depois a gente não tinha dinheiro para ficar lá e continuar. Não era possível um trabalho de longo prazo. Pela lógica do software livre, pra fazer as coisas é necessário dedicação e tempo, e no Cultura Digital tudo era muito imediatista”, afirma o oficineiro Bruno Tarin.</p>
<p>A falta de continuidade também era causada pelo tempo dedicado ao trabalho. Os imersivos Encontros de Conhecimentos Livres, que podiam durar semanas muitas vezes aconteciam um em seguida ao outro. “Todo mundo ficava exausto. Trabalhava longe de casa por três semanas e em outra, de folga, tinha que fazer relatório das três anteriores”, conta Drica Veloso. ”O pessoal perdia o tesão, a vontade. Não tinha espaço pro novo, pro diferente &#8211; e ficou chato. Chegou uma hora que todo o material produzido nas oficinas falava da própria oficina, uma coisa &#8216;umbiguista&#8217; mesmo. A criatividade era tolhida porque se repetia um modelo industrial.”</p>
<p>Em seu relato, Léo Germani reafirma como o cansaço comprometia a qualidade do trabalho: &#8220;Em 2006 a equipe de oficina estafou. A gente viajou muito e era muito<br />
cansativo emocionalmente, fisicamente. Chegou a um ponto que você não tinha mais pique de jantar com as pessoas no fim do dia, tomar uma cerveja; queria ficar sozinho no quarto e se isolar com os oficineiros que já eram seus amigos. Esse isolamento, pra quem participa do Encontro, é muito ruim. O bom é quando mistura. Mas se a equipe está muito cansada quebra o clima da vivência. Fala, vai embora e não tem troca.&#8221;</p>
<p>Muitas vezes, a autonomia com que a equipe trabalhava se transformava em falta de direção e objetivos comuns. “Cada um tinha um entendimento diferente, um</p>
<p>comprometimento diferente. Não tinha gestão clara, não tinha critério de contratação. Algumas pessoas achavam e diziam que não trabalhavam pro MinC porque existia brecha pra isso”, afirma Germani. <a href="http://culturadigital.br/members/pixel/">Pixel</a>, que deu oficinas na Ação Cultura Digital, concorda ao reafirmar que as pessoas iam em diferentes direções, cada uma com um objetivo próprio. “O Projeto não tinha um conceito claro, ele agregava um grupo ligado à generosidade intelectual, mas nem sempre com os mesmos objetivos.”</p>
<p>Veloso afirma que o profissionalismo não era um valor no grupo, mas sim que as pessoas davam muita importância ao afeto. “No Gesac, por exemplo, se alguém não<br />
trabalhava era mandado embora. Aqui não.” Para Germani, a gestão de pessoas acontecia de maneira equivocada: “Trocar alguém não era simples e muitas vezes isso atrapalhava a unidade. Eram muitos ativismos que muitas vezes não iam de encontro ao propósito do Programa &#8211; e isso foi ao extremo. Cada um fazia o que queria”.</p>
<p>Os problemas de gestão também apareceram na compra e na entrega dos primeiros kits multimídia. De acordo com o relato de Banto: &#8220;O Ministério esqueceu que era necessário dinheiro pra levar os kits de onde ele comprou até os Pontos. Aí fizeram a gambiarra de entregar na primeira Teia (encontro dos Pontos de Cultura). Quando entregaram para as pessoas muita gente se espantou: &#8216;Como assim pode levar? Como vou levar?&#8217; Tinha uma coisa de querer reinventar a roda, de não aproveitar experiências.&#8221;</p>
<p>O crescimento da equipe, de 2005 para 2006, aconteceu de forma desordenada e não planejada. Para levar oficinas locais e continuadas aos Pontos de Cultura, a equipe cresceu de menos de 20 para mais de 100 pessoas. Segundo Léo Germani: &#8220;O crescimento foi mal gerenciado e pouco sustentado. Ainda era praticamente uma idéia abstrata quando já foi escalado. Sem testar. As pessoas foram indicadas e não necessariamente tinham afinidades. Foi criada uma equipe gigante da noite para o dia sem estrutura adequada pra administrar.&#8221;</p>
<p>Os oficineiros ressaltaram a falta de planejamento para muitos Encontros e Oficinas. “Se você convida, e a pessoa sai de casa, não pode ter rato no quarto, tem que<br />
ter comida, cobertor. Precisa do mínimo”, ressalta Germani. “E os objetivos precisam estar muito claros prá todo mundo, prá evitar frustração.” Bruno Tarin concorda que é importante as pessoas terem clareza do que é a oficina e o que será trabalhado. “Muita gente queria um diploma”, afirma.</p>
<p>Outro aspecto que gerou questões controversas nas oficinas do Programa foi em relação ao uso de software livre. De acordo com Léo Germani, muitas vezes devido a maneira como era imposto causou um impacto negativo. &#8220;Algumas pessoas já trabalhavam com softwares proprietários de edição de vídeo, por exemplo, e falar pro cara que não pode e exigir que mude não funciona. Você precisa entender o papel da oficina num âmbito maior. A migração é um processo complexo e precisa fazer sentido. E por mais que se fale muito no uso de software livre, ele nunca foi bancado como opção, nunca se investiu em desenvolvimento. Se estiver funcionando fica mais fácil a pessoa querer usar.&#8221;</p>
<p>A Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura desenvolveu oficinas de 2005 a 2007. O projeto envolveu os principais movimentos  ativistas da internet brasileira e motivou a formação de outros projetos que buscavam o uso emancipador das tecnologias da informação e da comunicação.</p>
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		<title>Ação Cultura Digital: Programa Cultura Viva</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-126" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/culturadigital-150x150.jpg" alt="culturadigital" width="150" height="150" />Os <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=31">Pontos de Cultura</a> nascem a partir de convênios entre entidades da sociedade civil organizada, selecionadas por editais públicos ou por prefeituras, e o Ministério da Cultura. Compõem o Programa Nacional de Cultura Educação e Cidadania &#8211; Cultura Viva, criado por meio da Portaria nº 156, de 06 de julho de 2004, por meio do qual as entidades civis recebem recursos orçamentários no valor de até 185 mil reais, do Ministério da Cultura, em parcelas semestrais a serem investidas em um prazo de dois anos e meio na manutenção do Ponto.</p>
<p>Segundo o projeto<a href="http://mapasdarede.ipso.org.br/mapa"> Mapas da Rede</a>, coordenado pelo Instituto de Pesquisa e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO), há 824 Pontos de Cultura conveniados em editais do Governo Federal distribuídos em todo o país. De 2005 a 2007 foram realizados encontros e oficinas para promover a apropriação das TICs nos Pontos de Cultura, na chamada <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=21">Ação Cultura Digital</a>. Por meio da Ação, em 2006, cem Pontos receberam kits multimídia com computadores que funcionam como<br />
servidores e ilha de edição de imagem, áudio e vídeo; câmera fotográfica digital; filmadora; gravador de som digital; microfones e fones de ouvido. Nos anos seguintes, cada Ponto de Cultura recebeu 20 mil reais para a compra de equipamentos.</p>
<p>No período estudado, os convênios estabelecidos pela Ação Cultura Digital eram federais, desde então, houve uma mudança de direcionamento, e no contexto atual há a possibilidade de convênios estaduais.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do Cultura Digital</strong></p>
<p>Encontros de Conhecimentos Livres e oficinas foram os espaços presenciais propostos aos participantes dos Pontos de Cultura para a apropriação de tecnologias.<br />
primeiros eram processos de imersão com oficinas continuadas que ocorriam durante um final de semana, feriado ou mesmo por semanas, quando um grupo de oficineiros procurava difundir as tecnologias da informação e comunicação, promovendo uma vivência em cultura digital. Também foram realizados fóruns e chats virtuais para assistência remota, em ambientes virtuais como o Conversê &#8211; criado pela Ação Cultura Digital -, bem como publicizados tutoriais, manuais e almanaques no<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php"> Estúdio Livre</a> &#8211; ambiente colaborativo de produção, distribuição e desenvolvimento de mídias livres.</p>
<p>Cerca de 150 pessoas se reuniam nos Encontros de Conhecimentos Livres para compartilhar conhecimentos sobre tecnologias de hardwares e softwares, e criação de<br />
linguagens e produtos multimídia. Eram produzidos pelos oficineiros e coordenadores da Ação em parceria com lideranças dos Pontos de Cultura e dos governos locais, representações regionais do Ministério da Cultura e membros dos projetos <a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-casa-brasil/">Casa Brasil</a> e <a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-gesac/">Gesac</a>. Os encontros podiam durar dias ou semanas. &#8220;O importante era a imersão e a vivência&#8221;, ressalta Cristiano Scabello, oficineiro da Ação Cultura Digital entre 2005 e 2007.</p>
<p>O Primeiro Encontro de Conhecimentos Livres dos Pontos de Cultura aconteceu em Teresina, no Piaui, com duração de dez dias, de 25 de julho a 05 de agosto de 2005. Durante o Encontro foram realizadas oficinas e rodas de conversa propostas e conduzidas tanto por oficineiros da Ação Cultura Digital quanto por  epresentantes dos Pontos de Cultura. O r<a href="http://mapsys.culturadigital.org.br/2.+OFICINA+PILOTO:+TERESINA-PI">elato publicado no Wiki da Ação Cultura Digital </a>registra a variedade de temas trabalhados: &#8220;O programa deste encontro contou com oficinas como “Introdução ao Hardware”, “Tela Preta e Redes”, “Processo de MetaReciclagem”, “Pintura de Gabinetes”, “Áudio I e II”, “Xilogravura”, “Fotografia e Produção Gráfica em Software Livre”, “Vídeo em Software Livre”, “Usando (Melhor) o Seu Telecentro”, “Produção de Brinquedos com Material Reciclado”, “Oficina de Encadernação”, “Capoeira Angola”, “Teatro de Rua”, “Postura de Palco”, “Percussão”, “DJ”, “Uso de Aerógrafo”, “Prestação de Contas”, “Montando um Portal com Tiki Wiki”, “Cineclubismo”, “Oficinas Especiais para Instrutores do MHHOB” e “Horticultura”, além de conversas abertas sobre “Comunicação Livre”, “Candomblé”, “Software Livre”, “Rádio Livre”, “Hip Hop”, “Questões de Gênero”, “Políticas do MinC de Incentivo ao Audiovisual”, “Cultura Digital Direto da Espanha Via Webstreaming” e “Direitos Humanos na Comunicação com Intervozes”.</p>
<p>Neste Encontro, cerca de 160 computadores foram reciclados e quatro telecentros, um centro de metareciclagem e uma cooperativa foram criados. Foram capturadas e gravadas 15 faixas de áudio, reunidas num CD, cinco vídeos de um minuto, para serem inscritos no Festival do Minuto, e uma revista de experimentação gráfica. Além disso, foram registradas mais de 500 fotos e cerca de 100 horas de vídeo.</p>
<p>“O primeiro Encontro foi mágico. Lá nasceu a essência do que tentamos replicar depois, mas nunca foi igual&#8221;, lamenta<a href="http://culturadigital.br/members/leogermani/"> Léo Germani</a>, oficineiro e coordenador das oficinas da Ação Cultura Digital em 2006. &#8220;O espírito era de criar uma vivência dos principais valores e conceitos que queríamos passar nas oficinas: autonomia, protagonismo, trabalho em grupo, em rede, construção coletiva do conhecimento, uso de software livre. Mais do que falar, fizemos acontecer.&#8221; Germani descreve o formato aberto como o aprendizado aconteceu: &#8220;Chegou o caminhão com os computadores que eles conseguiram como doação do Banco do Brasil. Todo mundo começou a ajudar, a oficina de metareciclagem foi se organizando: teclado pra cá, mouse pra cá&#8230; o pessoal do MST mostrou como fazer uma horta, teve oficina de maracatu. Rolou muita troca, muita coisa aconteceu por iniciativa das pessoas. Não dá pra replicar uma experiência espontânea, tentar sistematizar e compartimentar.&#8221;</p>
<p>Em 2005, foram realizados 14 Encontros de Conhecimentos Livres. Conforme descrito acima, as oficinas não eram divididas em &#8220;aulas de vídeo&#8221; ou &#8220;aulas de áudio&#8221;, mas os grupos se articulavam para superar um desafio. &#8220;O objetivo era sensibilizar, mostrar o que era possível fazer&#8221;, sintetiza Léo Germani. &#8220;Para necessidades mais técnicas esse formato não funcionava&#8221;, afirma. <a href="http://culturadigital.br/members/drica/">Adriana Veloso</a>, a Drica, articuladora da Ação Cultura Digital de 2005 a 2007, concorda com Germani. &#8220;É muito comum ver a luz estourada nos vídeos produzidos durante os Encontros, áudio estourado&#8230; porque não dava tempo.&#8221;</p>
<p>A partir de 2006, além dos Encontros de Conhecimento Livres foram realizadas oficinas locais, reunindo de dois a quatro Pontos de Cultura, e oficinas regionais, que atendiam um número maior de Pontos reunidos. Com cerca de 20 pessoas e um oficineiro, esses cursos focavam as necessidades específicas de cada Ponto, desde a implementação dos kits multimídia até o aprofundamento necessário em algum software livre. Em 2006, foram realizados 13 Encontros de Conhecimento Livre e 41 oficinas.</p>
<p>Havia pressão por parte do Ministério para que a Ação Cultura Digital apresentasse resultados numéricos. Mas como falar em hora-aula nesta proposta aberta? Como marcar a continuidade da oficina em uma manhã se alguns dos participantes passaram a madrugada editando um vídeo? &#8220;Rolava conflito com quem esperava aula na hora certa, com apostila. Tivemos ótimas experiências, mas nunca 100%. Muitas vezes as pessoas esperavam um curso formal e se frustravam. Claro que algumas se encantavam, mas outras telefonavam pro Ministério reclamando&#8221;, relata Germani.</p>
<p>Banto, que participou da Ação Cultura Digital em 2005, afirma que um dos problemas das ações de apropriação é com a mensuração de resultados. &#8220;Você planta pra um dia brotar, você não colhe quando quer. No ano passado, 2008, recebi um e-mail de uma professora que tinha participado do Encontro do Piaui, em 2005, falando sobre a oficina. Como coloco no relatório que ela demorou três anos? A idéia de capacitar envolve um tempo, digerir aquilo.&#8221;</p>
<p>As oficinas do Ação Cultura Digital sempre tinham o objetivo de resultar em um produto. &#8220;Em quatro horas botava um programa no ar. Fazia matéria, cenário, roteiro, câmeras, entra VT, volta. Era uma loucura &#8211; e muito legal&#8221;, comenta Léo Germani. Para Drica Veloso, é importante que a pessoa sempre saia da oficina com um produto, com algo que tenha conseguido concretizar, no sentido de valorizar o que aprendeu e fortalecer sua auto-estima.</p>
<p>De acordo com as necessidades dos Pontos eram realizadas oficinas de:<br />
1. introdução aos usos da Internet, denominada de “Se joga na rede”;<br />
2. cultura livre;<br />
3. articulação e produção cultural;<br />
4. metareciclagem;<br />
5. produção de áudio;<br />
6. produção de vídeo;<br />
7. produção gráfica; e<br />
8. novos modelos de direito autoral (Fossá, 2006).</p>
<p>O perfil dos que participavam dos Encontros e Oficinas sempre foi muito heterogêneo. Havia pessoas de todas as idades, com diferentes níveis de aproximação com computadores e outros aparelhos digitais. O que cada um esperava da Ação Cultura Digital também era muito distinto. &#8220;Cada um trazia uma expectativa pessoal, queria sair com uma questão resolvida. Mas muitas vezes voltava com mais perguntas que respostas.&#8221;, afirma Germani. A não realização das expectativas dos participantes das oficinas, de acordo com Léo Germani, um dos formuladores do projeto, seria um ponto negativo. Como solução, aponta a necessidade de clareza por parte dos oficineiros e facilitadores dos objetivos a serem alcançados em cada oficina, bem como de sua divulgação para que os participantes saibam o que irá ocorrer, sem gerar falsas expectativas.</p>
<p>Proposta que coaduna com a análise de Léa Fagundes, uma das maiores referências brasileiras da área de educação e novas tecnologias, quando diz que “Cursos sem início, sem meio nem fim” seriam os espaços ideais de aprendizagem, com a possibilidade das atividades centrais serem oficinas, sendo que estas “precisam organizar atividades práticas com fundamentos expressos com clareza”.</p>
<p><strong>Os mediadores do Cultura Digital</strong></p>
<p>De 2005 a 2007, os oficineiros e coordenadores/articuladores da Ação Cultura Digital foram contratados pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI) como consultores do Ministério da Cultura. Os perfis e salários variavam sem obedecer a critérios objetivos. Drica Veloso comenta que enquanto outros coordenadores/ articuladores tinham, em 2005, um salário de 2.500 reais, ela recebia mil reais &#8220;porque era mulher e tinha acabado de ter bebê&#8221;. A questão do gênero, aliás, é bastante pontuada por Veloso que ratifica a disparidade entre o número de homens e mulheres contratados para atuar no projeto.</p>
<p>Não foram abertos editais, concursos ou chamadas públicas para a contração dos que concretizaram a Ação Cultura Digital. Ela emergiu de um grupo de ativistas de diferentes grupos da sociedade civil, como o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M&lt;/p"></a></p>
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		<title>O Programa Gesac</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira proposta do Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/gesac2-150x150.jpg" alt="gesac" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-128" />A primeira proposta do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)</a> foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia à Portaria 256/2002, que trata da universalização do acesso a Internet e de sua abrangência em todo o território nacional no atendimento ao cidadão.</p>
<p>Naquele primeiro momento, foram instalados cerca de 50 totens no estado de São Paulo, com a finalidade de efetuar testes. Antes desses totens estarem disponíveis à população, em maio de 2003, já no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério das Comunicações levou a proposta ao Comitê de Inclusão Digital (CID) do Governo Federal, que indicou a necessidade de remodelação do Programa. <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe o .pdf), de 2007, resume as<strong> alterações sugeridas</strong> à proposta:</p>
<p>a) <strong>Ampliar a visão</strong> anterior de que um programa de inclusão digital pudesse servir apenas para possibilitar a redução da máquina do Estado, ao se oferecerem serviços e-gov – diminuindo filas nas repartições públicas, por exemplo;</p>
<p>b) Modificar a concepção de oferecer uso limitado e direcionado da conexão. Pela nova proposta, o <strong>acesso à Internet</strong> deveria ser irrestrito – incluindo domínios.com etc.;</p>
<p>c) Passar a oferecer conexão em <strong>banda larga</strong>, via satélite, a fim de atender comunidades carentes de infra-estrutura de telecomunicações, especialmente localidades distantes e isoladas que, por via de mercado, não poderiam ter acesso a esse serviço;</p>
<p>d) Implantar uma concepção de uso e gestão comunitária dos equipamentos, possibilitando a <strong>apropriação coletiva da tecnologia</strong> e a conseqüente geração de desenvolvimento local – como apoio à produção econômica e cultural da comunidade, por exemplo, por meio do comércio eletrônico. Note-se o contraste com a antiga proposta de utilizar totens em locais públicos, promovendo apenas acesso individual;</p>
<p>e) Agregar à conectividade oferecida uma<strong> cesta de serviços on line de apoio ao usuário,</strong> a de auxiliar o processo de inclusão digital, oferecendo, por exemplo, correio eletrônico (e-mail), jornal mural (Teia), sistema de compartilhamento de informações (Rau-tu), hospedagem de sítios eletrônicos produzidos pelas comunidades (Pousada). Todos os serviços foram concebidos em software livre, em consonância com as diretrizes do governo;</p>
<p>f) Criar os <strong>portais</strong> <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL.GOV.BR </a>– canal de comunicação oficial do MC com as comunidades, disponibilizando os documentos oficiais do projeto e suas prestações de contas – e <a href="http://www.idbrasil.org.br/">IDBRASIL.ORG.BR</a>;</p>
<p>g) Utilizar o projeto como forma de promover um processo de progressiva apropriação pelas comunidades usuárias no uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs), por meio de capacitações e <strong>oficinas</strong> de formação de multiplicadores;</p>
<p>h) Compreender que a comunidade usuária não é apenas consumidora de informação. Por meio de sua cesta de serviço e capacitações/oficinas, o GESAC oferece condições de essas comunidades passarem à condição de<strong> produtoras de informação</strong>, a exemplo do Teia, em que os usuários são os autores do jornal online, emitindo notícias de suas regiões e semeando debates com os demais participantes do Programa por todo o Brasil.</p>
<p>Ainda em 2003, uma<strong> nova proposta</strong> do Programa foi implantada pelo Ministério das Comunicações com a meta principal de conectividade de comunidades excluídas de acesso à Internet, nos chamados Pontos de Presença (PPs). Os critérios para a seleção das comunidades eram o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a falta de oferta de banda larga pelas redes privadas de telecomunicações. Até 2008, os PPS atingiam mais de 3.600 comunidades, entre escolas e órgãos públicos, civis e militares, sindicatos, aldeias indígenas, quilombolas, ONGs e outros projetos de inclusão digital do Governo Federal como Pontos de Cultura e Telecentros, sendo que as escolas públicas concentram mais de 60% deles.</p>
<p>A <strong>conexão</strong> nos Pontos de Presença Gesac – banda com velocidade de 256 Kbps por PP &#8211; é estabelecida por satélite, o que permite chegar a áreas sem qualquer infraestrutura tecnológica. Aproximadamente 25 mil computadores estão conectados graças ao serviço prestado pelo Programa, segundo dados institucionais. Além do acesso, o Programa oferece, desde 2004, espaços de formação onde pretende prover “um conjunto de facilidades adicionais para que as comunidades informacionais.</p>
<p>Os responsáveis pelos computadores, mobiliário e pelos recursos humanos disponíveis à população são os diversos parceiros governamentais e da sociedade<br />
civil, a depender do tipo de estratégia desses. As<strong> principais atividades</strong> oferecidas pelo GESAC são os cursos de 1) informática básica em software livre; 2) uso de equipamentos para acesso à Internet; 3) oficinas temáticas; e 4) construção de sites da comunidade. Além disso, são oferecidos serviços de e-mail, escritório,  laboratório virtual, hospedagem de páginas e telefonia de voz sobre IP (VoIP).</p>
<p>Cada Ponto de Presença também pode receber canais de TV e/ou rádio pela Internet. Além da equipe de gestão do Programa, havia outra de relacionamento com as<br />
comunidades e mais uma de implementadores sociais, com 27 pessoas trabalhando na construção de conhecimentos relativos às tecnologias de informação e comunicação nos Pontos de Presença.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do GESAC</strong></p>
<p>De acordo com Renata Lourenço, implementadora social, o olhar dos espaços de formação do Programa sempre esteve voltado para o contexto local. &#8220;<strong>Visitas, oficinas, rodas de conversa</strong>. A forma era sempre pensada para cada lugar, demanda, situação. Eram momentos onde nos encontrávamos com as pessoas e elas expunham suas necessidades. Aí atuávamos de forma a sanar os problemas e dúvidas.&#8221; Tais espaços não eram entrevistados, as necessidades de cada comunidade ditavam o formato do encontro, o conteúdo do trabalho e o tempo dedicado a ele.</p>
<p>Banto, implementador do GESAC de 2005 a 2008, afirma que tal flexibilidade é essencial para não violentar as comunidades, e lança uma provocação: &#8220;O conhecimento é processual. Uma vez estava fazendo jornal em uma comunidade e fomos entrevistar o avô de uma das meninas. Fomos cantando<br />
músicas brincantes, tradicionais da região, conversamos no caminho, paramos pra tomar banho no rio – que faz parte da cultura local &#8211; entrevistamos o avô,<br />
procuramos sobre dreads no computador, porque elas ficaram curiosas sobre o meu cabelo&#8230; como definir o que faz parte da oficina?&#8221;</p>
<p>No final desse processo tínhamos áudio, jornalzinho.. mas o caminho faz parte da oficina? A maioria das pessoas que participavam dos encontros de formação eram jovens, mas algumas vezes crianças, adultos e idosos também se inscreviam e frequentavam os espaços de formação do GESAC. O público variava de 10, 20 a 40 pessoas. Algumas oficinas tinham diretrizes pré-estabelecidas, como a “Se joga na rede”, que apresentava recursos na Internet e maneiras de interação na rede, e a “Leitura Crítica da Mídia”. Mas o conteúdo de cada uma dependia do nível de familiaridade e das expectativas de seus participantes.</p>
<p>Segundo Renata Lourenço, os softwares mais utilizados eram: <a href="http://www.debian.org/index.pt.html">Debian</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Ubuntu&amp;highlight=ubuntu"> Ubuntu</a>, <a href="http://www.gdhpress.com.br/kurumin/">Kurumim</a>, <a href="http://br.mozdev.org/">Firefox</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=gimp&amp;highlight=gimp"> Gimp</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=inkscape&amp;highlight=inkscape">Inkscape</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=NVU&amp;highlight=nvu">Nvu</a>, <a href="http://www.videolan.org/vlc/">Vlc</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=scribus&amp;highlight=scribus"> Scribus</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Audacity&amp;highlight=audacity">Audacity</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=PD">Pd</a>, <a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/noticias/Noticia/arduor_uma_nova_consola_de_edicao_audio/000277">Arduor</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Cinelerra">Cinelerra</a>,<a href="http://estudiolivre.org/kino"> Kino</a>. Mas nunca existiu um roteiro de softwares ou ferramentas essenciais para a formação nos Pontos de Presença. Banto justifica: &#8220;O software não importa muito. É preciso saber o quê fazer em cada lugar. É necessário entender cada situação, gerar problemas para as pessoas resolverem sozinhas ou em grupo, estimular a parte intelectual. Vou estar perto para provocar, o software não é tão importante.&#8221;</p>
<p>Conforme indica a metodologia de ensino cujo enfoque é a aprendizagem, o material didático será produzido processualmente pelo aluno. Assim, os oficineiros do Programa GESAC, em conformidade com os da Ação Cultura Digital, não adotavam uma perspectiva tecnicista, mas sim contextual e focada nas necessidades e particularidades da comunidade.</p>
<p><strong>Os mediadores do GESAC</strong></p>
<p>O trabalho é coordenado e co-planejado pela equipe de Apoio à Gestão do Programa GESAC, conhecida como Relacionamento com a Comunidade, sediada em Brasília. Esta equipe tem como função estreitar os laços entre os gestores/parceiros do Programa, atuando junto aos implementadores, administradores estaduais, regionais e locais do Ponto de Presença.</p>
<p>Atuavam como mediadores nos Pontos de Presença Gesac 22 implementadores sociais e quatro coordenadores (veja os<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/implementadores/document.2006-05-24.9564516984"> dados dos implementadores sociais do Gesac</a>). Banto sintetiza o papel destes mediadores: &#8220;É Exu. Leva e traz as coisas. Às vezes falta uma informação, ele explica três coisas e está feito o trabalho. Se o laboratório estava desmanchando, tinha que limpar e montar o laboratório. O implementador tem a função de ser animador. O que falta na comunidade? O que eu sei e posso oferecer? O que eu não sei e posso aprender junto?&#8221;</p>
<p>Para Lourenço, paciência, carinho, dedicação e técnica para utilizar as ferramentas são essenciais a um oficineiro. Didática e metodologia também são importantes para o trabalho.</p>
<p><strong>Material de apoio do Gesac</strong><br />
A base do trabalho do GESAC foi desenvolvida a partir de uma cesta de serviços em software livre – o <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL</a> (Inclusão Digital em Software Livre) que  complementa a conectividade via satélite instalada nos Pontos de Presença. No Portal<a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/"> idbrasil.gov.br </a>estão reunidos, publicados e públicos, os materiais<br />
utilizados como referências nos espaços de formação do Gesac e os relatórios produzidos pelos implementadores sociais com o resultado de sua atuação nos Pontos de Presença.</p>
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		<title>Recomendações para a apropriação de tecnologias digitais: parte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 03:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[informal]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[oficina]]></category>

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		<description><![CDATA[Para uma efetiva apropriação de tecnologias digitais é necessário investir em ações de formação. Na tentativa de replicar acertos e evitar erros cometidos em programas implementados anteriormente, listamos as recomendações para as ações de apropriação de tecnologias digitais, divididas em quatro categorias: 1) espaços, 2) softwares e ferramentas, 3)mediadores, e 4) materiais de referência. Abaixo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-47" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/image_mini-150x150.png" alt="image_mini" width="150" height="150" />Para uma efetiva apropriação de tecnologias digitais é necessário investir em ações de formação. Na tentativa de replicar acertos e evitar erros cometidos em programas implementados anteriormente, listamos as recomendações para as ações de apropriação de tecnologias digitais, divididas em quatro categorias: 1) espaços, 2) softwares e ferramentas, 3)mediadores, e 4)  materiais de referência.</p>
<p>Abaixo, listamos as recomendações em relação aos espaços  das ações de inclusão digital:</p>
<ul>
<li>A formação no digital é mais bem sucedida quando acontece em espaços informais, nos quais as pessoas se sentem à vontade para conversar, como oficinas, encontros, espaços abertos.</li>
</ul>
<ul>
<li>As pessoas precisam estar à vontade para conversar.</li>
</ul>
<ul>
<li> A formação só deve acontecer se for demanda dos atores que a recebem. Provavelmente, não será efetiva se for moeda de troca para acesso livre a telecentros ou para receber qualquer outro benefício de quem a oferece.</li>
</ul>
<ul>
<li> Mediadores são essenciais nos processos de formação do digital</li>
</ul>
<ul>
<li> Em espaços que possibilitam e fomentam o diálogo entre as pessoas, todos têm a possibilidade de ser aprendizes e formadores. O conhecimento é compartilhado pelas pessoas que aprendem em parceria.</li>
</ul>
<ul>
<li>A natureza informal dos espaços precisa estar clara para os que dela participarem, sob o risco de frustrar as expectativas dos que se sentirem convidados a aulas/ cursos tradicionais.</li>
</ul>
<ul>
<li>Informalidade não é sinônimo de despreparo. Planejamento é essencial para o sucesso de uma oficina e a falta dele é certeza de fracasso.</li>
</ul>
<ul>
<li>Há diversas metodologias possíveis para realizar ações de formação. É essencial dedicar tempo para definir uma metodologia, escolher referenciais teóricos que embasem as práticas pedagógicas e sistematizar o método a ser seguido pelos mediadores.</li>
</ul>
<ul>
<li>Formações introdutórias, de sensibilização, de contato inicial com equipamentos, ferramentas e possibilidades da rede, são essenciais.</li>
</ul>
<ul>
<li>Formações aprofundadas são importantes para que usuários avançados potencializem suas ações.</li>
</ul>
<ul>
<li>Espaços de formação que trabalhem linguagens, como áudio e vídeo, por exemplo, têm mais resultados quando geram produtos. Em vez de lidar com equipamentos e softwares de maneira abstrata, o aprendizado é mais efetivo quando as ferramentas são utilizadas para cumprir o objetivo de gerar um produto, por menor que seja.</li>
</ul>
<ul>
<li>Por mais que cada espaço de formação precise gerar um produto, é necessário ter claro o objetivo formador. Os participantes do espaço devem operar as ferramentas e conduzir os processos, não o mediador.</li>
</ul>
<ul>
<li>É importante registrar os espaços de formação em diversas linguagens. Os registros serão importantes para avaliações, para motivar os que participaram dos encontros e para divulgação.</li>
</ul>
<ul>
<li>É necessário providenciar todos os equipamentos e ferramentas necessários à formação, com as especificidades necessárias às diferentes linguagens – banda larga, velocidade de máquina, monitor com qualidade de cor pra trabalhar com foto ou vídeo, webcam, dentre outros equipamentos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os espaços físicos para a formação precisam ser adequados. Além de conexão em banda larga, de equipamentos e ferramentas não se pode esquecer de que o lugar precisa de iluminação adequada, água potável, limpeza, sanitários etc.</li>
</ul>
<ul>
<li>É essencial que o espaço presencial se estenda a ambientes virtuais de aprendizagem, para dar suporte, tirar dúvidas, permitir atualização e interação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os ambientes virtuais precisam ser atraentes, intuitivos e dialogar com ferramentas já apropriadas pelas pessoas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Avaliações são essenciais, seja ao final de cada espaço de formação ou, de forma mais ampla, nos programas de formação. Avaliações permitem corrigir problemas e incorporar boas soluções de maneira dinâmica.</li>
</ul>
<p><em>Imagem: Cristiano André dos Santos na oficina de MetaReciclagem do programa Gesac em Tiradentes, MG. Disponível em: </em><a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/metareciclagem-promove-interacao-homem-maquina-em-tiradentes/">http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/metareciclagem-promove-interacao-homem-maquina-em-tiradentes/</a></p>
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