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	<title>Educação &#187; governo federal</title>
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		<title>O Programa Gesac: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O estudo feito para a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) mapeou que aos implementadores sociais do Programa Gesac eram oferecidos os equipamentos e as condições necessárias aos espaços de formação. Cada um recebia, além de salário e ajuda de custo, telefones celulares para a comunicação com a equipe, aparelho de GPS para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo feito para a <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) </a>mapeou que aos implementadores sociais do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Gesac</a> eram oferecidos os equipamentos e as condições necessárias aos espaços de formação. Cada um recebia, além de salário e ajuda de custo, telefones celulares para a comunicação com a equipe, aparelho de GPS para a localização de comunidades de mais difícil acesso, notebook, projetor, caixa de ferramentas e espaço em um servidor para armazenar a produção das oficinas, visitas e rodas de conversa.</p>
<p>Para Banto, essa estrutura é o grande destaque positivo do Programa. Já Renata Lourenço aponta a falta de estrutura de algumas comunidades como principal  problema no desenvolvimento do trabalho dos implementadores. “Muitos lugares não têm energia estável, papel, água”, afirma.</p>
<p><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe em .pdf), em 2007, aponta a ausência de monitoramento e avaliação de resultados como uma das falhas do Programa. Além disso, afirma a necessidade de mais implementadores sociais em campo e a criação de ferramentas de ensino na distância que facilitem a atualização de conhecimentos. Para a pesquisadora, as oficinas têm sido “ainda despreparadas didática e pedagogicamente, sem a percepção dos efeitos receptivos do processo de comunicação desenvolvido em seus Pontos de Presença”.</p>
<p>Depois disso, em abril de 2008, o governo lançou uma avaliação geral do programa com o objetivo de mensurar os resultados alcançados entre 2004 e 2008. As atividades propostas no<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/folder.2008-10-28.0351452633/file.2008-10-28.6137583034"> Plano de Avaliação </a>estipulam um ano para a conclusão dos trabalhos. Até o momento da publicação deste post os resultados ainda não haviam sido divulgados.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/70-%20/682">Entrevista com Banto para A Rede sobre sua experiência no Gesac, entre outros programas de inclusão digital</a></li>
<li><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-gesac/">Saiba mais sobre o Programa Gesac</a> (histórico, metodologia, espaço, softwares utilizados&#8230;)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/file.2008-03-24.1092472437/download">Manual do usuário do Programa Gesac</a> (.pdf)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/file.2007-08-07.8051971372">Pontos de Presença Gesac em operação</a> (.pdf)</li>
</ul>
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		<title>O Programa Gesac</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira proposta do Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/gesac2-150x150.jpg" alt="gesac" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-128" />A primeira proposta do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)</a> foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia à Portaria 256/2002, que trata da universalização do acesso a Internet e de sua abrangência em todo o território nacional no atendimento ao cidadão.</p>
<p>Naquele primeiro momento, foram instalados cerca de 50 totens no estado de São Paulo, com a finalidade de efetuar testes. Antes desses totens estarem disponíveis à população, em maio de 2003, já no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério das Comunicações levou a proposta ao Comitê de Inclusão Digital (CID) do Governo Federal, que indicou a necessidade de remodelação do Programa. <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe o .pdf), de 2007, resume as<strong> alterações sugeridas</strong> à proposta:</p>
<p>a) <strong>Ampliar a visão</strong> anterior de que um programa de inclusão digital pudesse servir apenas para possibilitar a redução da máquina do Estado, ao se oferecerem serviços e-gov – diminuindo filas nas repartições públicas, por exemplo;</p>
<p>b) Modificar a concepção de oferecer uso limitado e direcionado da conexão. Pela nova proposta, o <strong>acesso à Internet</strong> deveria ser irrestrito – incluindo domínios.com etc.;</p>
<p>c) Passar a oferecer conexão em <strong>banda larga</strong>, via satélite, a fim de atender comunidades carentes de infra-estrutura de telecomunicações, especialmente localidades distantes e isoladas que, por via de mercado, não poderiam ter acesso a esse serviço;</p>
<p>d) Implantar uma concepção de uso e gestão comunitária dos equipamentos, possibilitando a <strong>apropriação coletiva da tecnologia</strong> e a conseqüente geração de desenvolvimento local – como apoio à produção econômica e cultural da comunidade, por exemplo, por meio do comércio eletrônico. Note-se o contraste com a antiga proposta de utilizar totens em locais públicos, promovendo apenas acesso individual;</p>
<p>e) Agregar à conectividade oferecida uma<strong> cesta de serviços on line de apoio ao usuário,</strong> a de auxiliar o processo de inclusão digital, oferecendo, por exemplo, correio eletrônico (e-mail), jornal mural (Teia), sistema de compartilhamento de informações (Rau-tu), hospedagem de sítios eletrônicos produzidos pelas comunidades (Pousada). Todos os serviços foram concebidos em software livre, em consonância com as diretrizes do governo;</p>
<p>f) Criar os <strong>portais</strong> <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL.GOV.BR </a>– canal de comunicação oficial do MC com as comunidades, disponibilizando os documentos oficiais do projeto e suas prestações de contas – e <a href="http://www.idbrasil.org.br/">IDBRASIL.ORG.BR</a>;</p>
<p>g) Utilizar o projeto como forma de promover um processo de progressiva apropriação pelas comunidades usuárias no uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs), por meio de capacitações e <strong>oficinas</strong> de formação de multiplicadores;</p>
<p>h) Compreender que a comunidade usuária não é apenas consumidora de informação. Por meio de sua cesta de serviço e capacitações/oficinas, o GESAC oferece condições de essas comunidades passarem à condição de<strong> produtoras de informação</strong>, a exemplo do Teia, em que os usuários são os autores do jornal online, emitindo notícias de suas regiões e semeando debates com os demais participantes do Programa por todo o Brasil.</p>
<p>Ainda em 2003, uma<strong> nova proposta</strong> do Programa foi implantada pelo Ministério das Comunicações com a meta principal de conectividade de comunidades excluídas de acesso à Internet, nos chamados Pontos de Presença (PPs). Os critérios para a seleção das comunidades eram o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a falta de oferta de banda larga pelas redes privadas de telecomunicações. Até 2008, os PPS atingiam mais de 3.600 comunidades, entre escolas e órgãos públicos, civis e militares, sindicatos, aldeias indígenas, quilombolas, ONGs e outros projetos de inclusão digital do Governo Federal como Pontos de Cultura e Telecentros, sendo que as escolas públicas concentram mais de 60% deles.</p>
<p>A <strong>conexão</strong> nos Pontos de Presença Gesac – banda com velocidade de 256 Kbps por PP &#8211; é estabelecida por satélite, o que permite chegar a áreas sem qualquer infraestrutura tecnológica. Aproximadamente 25 mil computadores estão conectados graças ao serviço prestado pelo Programa, segundo dados institucionais. Além do acesso, o Programa oferece, desde 2004, espaços de formação onde pretende prover “um conjunto de facilidades adicionais para que as comunidades informacionais.</p>
<p>Os responsáveis pelos computadores, mobiliário e pelos recursos humanos disponíveis à população são os diversos parceiros governamentais e da sociedade<br />
civil, a depender do tipo de estratégia desses. As<strong> principais atividades</strong> oferecidas pelo GESAC são os cursos de 1) informática básica em software livre; 2) uso de equipamentos para acesso à Internet; 3) oficinas temáticas; e 4) construção de sites da comunidade. Além disso, são oferecidos serviços de e-mail, escritório,  laboratório virtual, hospedagem de páginas e telefonia de voz sobre IP (VoIP).</p>
<p>Cada Ponto de Presença também pode receber canais de TV e/ou rádio pela Internet. Além da equipe de gestão do Programa, havia outra de relacionamento com as<br />
comunidades e mais uma de implementadores sociais, com 27 pessoas trabalhando na construção de conhecimentos relativos às tecnologias de informação e comunicação nos Pontos de Presença.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do GESAC</strong></p>
<p>De acordo com Renata Lourenço, implementadora social, o olhar dos espaços de formação do Programa sempre esteve voltado para o contexto local. &#8220;<strong>Visitas, oficinas, rodas de conversa</strong>. A forma era sempre pensada para cada lugar, demanda, situação. Eram momentos onde nos encontrávamos com as pessoas e elas expunham suas necessidades. Aí atuávamos de forma a sanar os problemas e dúvidas.&#8221; Tais espaços não eram entrevistados, as necessidades de cada comunidade ditavam o formato do encontro, o conteúdo do trabalho e o tempo dedicado a ele.</p>
<p>Banto, implementador do GESAC de 2005 a 2008, afirma que tal flexibilidade é essencial para não violentar as comunidades, e lança uma provocação: &#8220;O conhecimento é processual. Uma vez estava fazendo jornal em uma comunidade e fomos entrevistar o avô de uma das meninas. Fomos cantando<br />
músicas brincantes, tradicionais da região, conversamos no caminho, paramos pra tomar banho no rio – que faz parte da cultura local &#8211; entrevistamos o avô,<br />
procuramos sobre dreads no computador, porque elas ficaram curiosas sobre o meu cabelo&#8230; como definir o que faz parte da oficina?&#8221;</p>
<p>No final desse processo tínhamos áudio, jornalzinho.. mas o caminho faz parte da oficina? A maioria das pessoas que participavam dos encontros de formação eram jovens, mas algumas vezes crianças, adultos e idosos também se inscreviam e frequentavam os espaços de formação do GESAC. O público variava de 10, 20 a 40 pessoas. Algumas oficinas tinham diretrizes pré-estabelecidas, como a “Se joga na rede”, que apresentava recursos na Internet e maneiras de interação na rede, e a “Leitura Crítica da Mídia”. Mas o conteúdo de cada uma dependia do nível de familiaridade e das expectativas de seus participantes.</p>
<p>Segundo Renata Lourenço, os softwares mais utilizados eram: <a href="http://www.debian.org/index.pt.html">Debian</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Ubuntu&amp;highlight=ubuntu"> Ubuntu</a>, <a href="http://www.gdhpress.com.br/kurumin/">Kurumim</a>, <a href="http://br.mozdev.org/">Firefox</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=gimp&amp;highlight=gimp"> Gimp</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=inkscape&amp;highlight=inkscape">Inkscape</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=NVU&amp;highlight=nvu">Nvu</a>, <a href="http://www.videolan.org/vlc/">Vlc</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=scribus&amp;highlight=scribus"> Scribus</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Audacity&amp;highlight=audacity">Audacity</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=PD">Pd</a>, <a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/noticias/Noticia/arduor_uma_nova_consola_de_edicao_audio/000277">Arduor</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Cinelerra">Cinelerra</a>,<a href="http://estudiolivre.org/kino"> Kino</a>. Mas nunca existiu um roteiro de softwares ou ferramentas essenciais para a formação nos Pontos de Presença. Banto justifica: &#8220;O software não importa muito. É preciso saber o quê fazer em cada lugar. É necessário entender cada situação, gerar problemas para as pessoas resolverem sozinhas ou em grupo, estimular a parte intelectual. Vou estar perto para provocar, o software não é tão importante.&#8221;</p>
<p>Conforme indica a metodologia de ensino cujo enfoque é a aprendizagem, o material didático será produzido processualmente pelo aluno. Assim, os oficineiros do Programa GESAC, em conformidade com os da Ação Cultura Digital, não adotavam uma perspectiva tecnicista, mas sim contextual e focada nas necessidades e particularidades da comunidade.</p>
<p><strong>Os mediadores do GESAC</strong></p>
<p>O trabalho é coordenado e co-planejado pela equipe de Apoio à Gestão do Programa GESAC, conhecida como Relacionamento com a Comunidade, sediada em Brasília. Esta equipe tem como função estreitar os laços entre os gestores/parceiros do Programa, atuando junto aos implementadores, administradores estaduais, regionais e locais do Ponto de Presença.</p>
<p>Atuavam como mediadores nos Pontos de Presença Gesac 22 implementadores sociais e quatro coordenadores (veja os<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/implementadores/document.2006-05-24.9564516984"> dados dos implementadores sociais do Gesac</a>). Banto sintetiza o papel destes mediadores: &#8220;É Exu. Leva e traz as coisas. Às vezes falta uma informação, ele explica três coisas e está feito o trabalho. Se o laboratório estava desmanchando, tinha que limpar e montar o laboratório. O implementador tem a função de ser animador. O que falta na comunidade? O que eu sei e posso oferecer? O que eu não sei e posso aprender junto?&#8221;</p>
<p>Para Lourenço, paciência, carinho, dedicação e técnica para utilizar as ferramentas são essenciais a um oficineiro. Didática e metodologia também são importantes para o trabalho.</p>
<p><strong>Material de apoio do Gesac</strong><br />
A base do trabalho do GESAC foi desenvolvida a partir de uma cesta de serviços em software livre – o <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL</a> (Inclusão Digital em Software Livre) que  complementa a conectividade via satélite instalada nos Pontos de Presença. No Portal<a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/"> idbrasil.gov.br </a>estão reunidos, publicados e públicos, os materiais<br />
utilizados como referências nos espaços de formação do Gesac e os relatórios produzidos pelos implementadores sociais com o resultado de sua atuação nos Pontos de Presença.</p>
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		<title>Programa Casa Brasil: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O coordenador de tecnologia do Casa Brasil entre 2006 a 2008, VJ Pixel (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-101" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/vjpixel-150x150.jpg" alt="vjpixel" width="150" height="150" />O coordenador de tecnologia do <a href="http://www.casabrasil.gov.br">Casa Brasil</a> entre 2006 a 2008, <a href="http://culturadigital.br/members/pixel/">VJ Pixel</a> (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)</a> o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a minha maneira de dar oficinas. Essa metodologia que eu uso, de tentar fazer com que as pessoas participem mais das oficinas, consegui compreender e aplicar muito por causa do Casa Brasil, com o estudo teórico do Paulo Freire&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo o entrevistado, havia a impressão de que todos os envolvidos no projeto, e especialmente os oficineiros, estavam alinhados, com os mesmos objetivos, resultado da política bem definida por parte dos formuladores do programa. Pixel pondera: “No Casa Brasil, o objetivo era formar uma política pública integrada de inclusão digital. Pretendia ser o Governo nas comunidades e fazer com que as comunidades se apropriassem do Governo. Era um programa mais institucional”.</p>
<p>Do que conseguimos apurar, em linhas gerais, as pessoas que passavam a integrar o Casa Brasil, que começavam a atuar no projeto eram bem informados sobre seus objetivos e direcionamentos, o que foi fundamental para os resultados satisfatórios alcançados. Por outro lado, um dos fatores críticos indicados foi em relação ao fato de ser um programa extenso e dispendioso. O Programa Casa Brasil, como os demais de inclusão digital, necessita de uma grande estrutura de recursos humanos e financeiros, como equipamentos, infraestrutura (espaço físico, energia, equipamentos),  manutenção constante.</p>
<p>E da forma como foi implementado não conseguiu promover a autonomia das instituições parceiras. “Efetivamente, o programa não estimulava a autonomia. Por mais que tentássemos politicamente fazer isso, o governo dava muito, então as pessoas ficavam meio dependentes e pedindo mais”, afirma Pixel.</p>
<p><strong>Avaliação do próprio programa</strong></p>
<p>Um fator interessante é que o próprio programa desenvolveu um modelo de avaliação em que são mensurados indicadores de: 1) insumos ou recursos; 2) processos; 3) resultados; e 4) inclusão social. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Brasília <a href="http://www.arte.unb.br/6art/textos/fatma-brandao.pdf">Maria de Fátima Ramos Brandão e Bartholomeu Tôrres Tróccoli</a> (2005, p. 10): &#8220;O modelo de avaliação proposto considera estratégico a inclusão digital para promover o desenvolvimento social pela oportunidade de acesso a informação, produção de bens culturais, de aperfeiçoamento dos indivíduos, de consolidação da rede social e da articulação comunitária, participativa e cidadã. Dessa forma, espera-se promover a interação permanente e responsável entre os agentes sociais para resultar no desenvolvimento sustentável local e regional.&#8221;</p>
<p>Para eles, o pioneirismo do projeto evidencia-se por incorporar questões de inclusão digital, cultural e social “num complexo conjunto de objetivos indissociáveis”. Foi utilizada a ferramenta Wiki e o ambiente <a href="http://moodle.org/">Moodle</a> para desenvolver de forma colaborativa o modelo de avaliação, bem como para aplicá-lo.</p>
<p>Veja o que era avaliado em cada indicador:</p>
<p>No primeiro ponto<strong> insumos ou recursos</strong>, eram considerados:<br />
a) infraestrutura física (instalações físicas alocadas segundo padrões aprovados pela Coordenação Nacional);<br />
b) tecnológica (idem);<br />
c) humana (pessoal necessário para o funcionamento pleno da unidade); e<br />
d) orçamentária (com orçamento e cronograma financeiro de desembolso aprovado e destinado para o projeto e fontes de captação de recursos).</p>
<p>No segundo ponto, <strong>gestão ou processos</strong>, os seguintes aspectos eram pontuados:<br />
a) gestão administrativa (processos para a gestão da infra-estrutura física, tecnológica e de elaboração, planejamento e gestão de projetos sociais, serviços de apoio,<br />
atendimento comunitário, acompanhamento e avaliação);<br />
b) gestão financeira e de auto-sustentabilidade (processos para a gestão contábil, prestação de contas e articulação para auto-sustentabilidade);<br />
c) gestão social, participativa e de cidadania (processos para a gestão de relacionamentos, Conselho Gestor, atendimento ao cidadão e identificação de problemas<br />
comunitários);<br />
d) gestão de conhecimento tecnológico, científico e cultural (processos para a gestão da capacitação de agentes e comunidade para o uso, criação, produção, difusão, organização e sistematização dos conteúdos gerados, disponibilização no portal Casa Brasil e na sua rede social).</p>
<p>O terceiro indicador refere-se a <strong>resultados</strong>, que avalia:<br />
a) acessibilidade (infra-estrutura de inclusão e acessibilidade digital garantida);<br />
b)    habilidades      para     inclusão     digital social     (habilidades      de   inclusão     digital desenvolvidas para uso crítico e criativo das TICs na solução de problemas locais e comunitários e para a criação e produção de bens culturais);<br />
c) oportunidades econômicas sociais (melhoria de qualidade de vida e oportunidade de renda ou emprego);<br />
d) participação democrática e cidadã (participação, representatividade social e cidadania promovidas, rede social consolidada).</p>
<p>O quarto e último indicador é a <strong>inclusão social</strong>, avaliada de acordo com:<br />
a) desenvolvimento social de contexto (inclusão digital, de renda, de saúde, de educação, de segurança, de qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental e social promovidas);<br />
b) desenvolvimento social  da Unidade Casa Brasil (conteúdos produzidos, comunidade atendida, eventos realizados);<br />
c) desenvolvimento do indivíduo (satisfação, qualidade de vida, oportunidades e expectativas evidenciadas) (BRANDÃO; TRÓCCOLI, 200515).</p>
<p>Outros aspectos que a avaliação considerava eram: redirecionar as ações na medida do necessário e promover uma cultura de visão crítica e ética. A íntegra do modelo citado acima e todos os indicadores estão disponíveis em .pdf para baixar no artigo: &#8220;<a href="http://bibliotecadigital.sbc.org.br/download.php? paper=733">Um modelo de avaliação de projeto de inclusão digital e social: Casa Brasil</a>”.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-casa-brasil/">Mapeamento do Programa Casa Brasil</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">Manual de formação das oficinas do Casa Brasil</a> </strong>(inclui manual dos cursos, diretrizes e orientações para o conselho gestor)</li>
<li><strong><a href="http://vjpixel.net/">Site do VJ Pixel</a></strong></li>
</ul>
<p><em>Imagem: VJ Pixel por<em> Lu Scuarcialupi para o Blog Trezentos. Disponível em: </em><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2231">http://www.trezentos.blog.br/?p=2231</a></em></p>
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		<title>O programa Casa Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 02:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na tentativa de integrar e ampliar as iniciativas de inclusão digital do Governo Federal, nasce em 2004 o Programa Casa Brasil, sob a coordenação da Casa Civil, ligado diretamente à Presidência da República, e inspirado pela experiência dos telecentros municipais de São Paulo, criados na gestão da Prefeita Marta Suplicy. O projeto inicial do Programa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-54" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/casabrasil2-150x150.jpg" alt="casabrasil" width="150" height="150" />Na tentativa de integrar e ampliar as iniciativas de inclusão digital do Governo Federal, nasce em 2004 o <a href="http://www.casabrasil.gov.br/">Programa Casa Brasil</a>, sob a coordenação da Casa Civil, ligado diretamente à Presidência da República, e inspirado pela experiência dos telecentros municipais de São Paulo, criados na gestão da Prefeita Marta Suplicy.</p>
<p>O projeto inicial do Programa, chamado Telecentros de Inclusão Digital, apresenta a proposta “de uso intensivo da tecnologia da informação visando ampliar a cidadania através da inclusão digital. Tem como objetivos combater a pobreza, garantir a privacidade e a segurança digital do cidadão, inseri-lo na sociedade da informação e fortalecer o desenvolvimento local” (ITI, 2004). Para tanto, seriam construídas parcerias com instituições locais, selecionadas por edital, para implantar espaços multifuncionais em comunidades de baixo índice de desenvolvimento humano (IDH).</p>
<p>Além do Telecentro, com pelo menos 10 computadores com software livre conectados à Internet de banda larga, cada unidade deveria ter outros dois módulos entre biblioteca popular, auditório, estúdio multimídia, oficina de produção de rádio, laboratório de popularização da ciência, oficina de metareciclagem ou espaço para atividades comunitárias. Segundo o VJ Pixel, coordenador de tecnologia do Casa Brasil, de 2006 a 2008, o Programa pretendia “ser o governo nas comunidades pra que elas se apropriassem do governo”.</p>
<p>O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), da Casa Civil, e a Secretaria de Comunicação e Políticas Estratégicas (SECOM) mobilizaram o Congresso Nacional a aprovar 224 milhões de reais no orçamento de 2005 para o projeto, mas somente 20 milhões deste montante foram liberados naquele ano. A redução de verbas levou a um conceito inovador: os parceiros que vencessem a licitação para implantar uma unidade do Casa Brasil precisariam conseguir manter o projeto sem verba do Governo Federal em dois anos (AQUINO, 2005).</p>
<p>Em sua dissertação de mestrado, de 2007, Rômulo de Amorim Corrêa levanta a hipótese de que a drástica diminuição de verbas para o Programa tenha sido resultado da saída do Governo de dois de seus principais defensores e propositores. Em junho de 2005, José Dirceu anunciou sua saída da Casa Civil, de volta para a Câmara dos Deputados, e, logo depois, em setembro, o sociólogo e ativista da cibercultura, Sergio Amadeu da Silveira, uma das figuras chaves para a elaboração do Casa Brasil, deixou a presidência do ITI. “A saída desses atores iria enfraquecer politicamente, não somente o projeto dentro do Governo, mas também a sustentação necessária para que o projeto continuasse sendo visto como a gênese de uma política pública de inclusão digital” (CORRÊA, 2007, p. 127).</p>
<p>Em vez das mil unidades previstas inicialmente, em 2005, 50 foram instaladas com recursos da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal e outras 90 pelo Governo Federal. Um Conselho Gestor, formado por membros da comunidade, organiza a utilização de cada unidade Casa Brasil. Além da compra de equipamentos, da adequação física dos locais, o projeto selecionava e treinava implementadores, técnicos, coordenadores, monitores e funcionários de limpeza para trabalharem no Programa. A proposta dos telecentros era fornecer muito mais do que a conectividade, pretendiam “dar aos jovens as noções básica de como usar o computador, de como navegar na internet, como usar o conhecimento que está disponível na rede e como aprender a compartilhá-lo com outros usuários da rede” (AQUINO, 2005).</p>
<p>Desde a proposição do projeto, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) financia bolsistas responsáveis para serem monitores das unidades. Uma das funções desses é a de elaborar o material pedagógico a ser utilizado nos telecentros e nas oficinas de formação o que, segundo Corrêa (2007, p. 132), “inseria a contribuição da academia na sua estrutura desde o início do projeto”.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do Casa Brasil</strong><br />
O Casa Brasil possui espaços virtuais e presenciais para formação. Há uma série de planos de<br />
oficinas e cursos disponíveis na Internet (<a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67</a>) que podem ser utilizados por indivíduos ou grupos, de maneira autônoma. Os encontros presenciais reúnem bolsistas, membros da comunidade<br />
e representantes de movimentos sociais para discutir temas como democratização da<br />
comunicação, valorização da mulher e desmistificação de tecnologias (CASA BRASIL, 2007).<br />
Não há metodologia ou modelo pedagógico único para as atividades. A ideia<br />
defendida    busca   “o   fortalecimento      de  uma    rede    colaborativa  de  construção    e<br />
compartilhamento de conhecimento livre em todo o território nacional” (CASA BRASIL,<br />
2007).</p>
<p>Ainda assim, em 2008, foram organizadas oficinas-pilotos para o Programa. O VJ<br />
Pixel, que participou da concepção e produção dos pilotos afirma que não é possível planejar<br />
uma oficina sem considerar o contexto no qual ela se insere: &#8220;O oficineiro participa do ambiente, dialoga com as questões dos outros que estão ali. Os encontros são de muitos para muitos, não de um para muitos. Muita gente já tem conhecimento específico e compartilha, nosso papel é ir completando. Você incentiva o protagonismo e mostra que não é só você quem sabe. Está na Internet, todos sabem&#8221;, diz.</p>
<p>Na opinião de Pixel, mais importante do que trabalhar conteúdos específicos é formar<br />
de maneira panorâmica. “Mais importante que você dizer como faz a transição em um vídeo<br />
é mostrar como buscar porque este conhecimento resolve outros problemas. Ou a pessoa<br />
vai precisar de ajuda sempre”. Oficinas curtas, segundo Pixel, devem mostrar um panorama<br />
do que existe e ser um convite para participar. Nas de média duração, é possível mostrar<br />
como fazer; nas longas, o ideal é que as pessoas possam produzir conteúdos. “Mostrar como<br />
faz não é tão efetivo. Fazendo, você tem dúvidas, entende suas necessidades, encontra<br />
problemas específicos”, avalia Pixel.</p>
<p>Portanto, de acordo com Pixel, um dos formuladores das oficinas do Projeto Casa<br />
Brasil, haveria uma proposição de oficinas curtas, longas e médias, com objetivos distintos<br />
de 1) mostrar o ambiente da internet; 2) mostrar como conteúdos podem ser produzidos; e<br />
3) fazer as pessoas produzir e publicar conteúdos. Porém, a compreensão do ambiente da<br />
internet e do contexto e panorama social e cultural que vivemos, seria o mais importante.<br />
Dessa forma, compreende-se que os oficineiros do Casa Brasil também, a exemplo dos<br />
ativistas do Programa Ação Cultura Digital, visavam ressaltar em seus cursos de formação a<br />
capacidade emancipadora das tecnologias da informação e da comunicação, atuando como<br />
um facilitador para que o participante se apropriasse não só de ferramentas, mas<br />
principalmente do conhecimento coletivo das redes.</p>
<p><strong>Os mediadores do Casa Brasil</strong><br />
Os bolsistas do Casa Brasil não tinham ou tem a obrigação de promover oficinas ou<br />
outras ações de formação. Mas muitos dos Técnicos Especialistas em Computação (TEC) e<br />
dos Técnicos de Instrução Continuada (TIC), responsáveis pelas articulações políticas,<br />
realizaram oficinas para a apropriação do digital.<br />
Os TECs possuiam conhecimento avançado do sistema operacional Linux e de<br />
infraestrutura lógica de conexão e eram responsáveis pelo suporte, remoto e presencial, às<br />
unidades. Já os TICs, pela articulação entre as unidades do projeto e os agentes das<br />
comunidades. Cada um oferecia oficinas de acordo com seus conhecimentos prévios, que<br />
iam de economia solidária à metareciclagem. Todos recebiam formação institucional do<br />
Programa. De acordo com Pixel: “Quando as pessoas entram no Casa Brasil tem uma<br />
formação sobre o que é e quais os objetivos do Casa Brasil. Essa formação é essencial para<br />
que as pessoas entendam o Programa”.</p>
<p><strong>O material de apoio do Casa Brasil</strong><br />
Todos os materiais produzidos pelo projeto são licenciados em creative commons,<br />
licença livre que permite a livre utilização, adaptação e alteração de conteúdos, desde que<br />
não sejam usados para fins comerciais e que seja citada a autoria. Abordando temas<br />
diversos como arte digital, “contação” de histórias, navegação na Internet, criação de<br />
jóias com peças de computadores, reciclagem de garrafas pets, dentre outros, 20 oficinas<br />
estão disponíveis no Moodle, ambiente virtual acessado pelo site do projeto.<br />
Cada oficina oferece um manual do oficineiro e um do participante, que fornecem<br />
conteúdos e metodologia de aplicação de forma que o estudo do material seja suficiente<br />
para o desenvolvimento da oficina nos espaços da unidade. Trabalhando temas como<br />
dinamização de sala de leitura, metareciclagem, telecentro e direitos humanos, entre<br />
outros, um conjunto de cursos integralmente a distância é oferecido mensalmente.<br />
Nesses, podem se inscrever pessoas ligadas direta ou indiretamente ao projeto. Todas as<br />
turmas são acompanhadas por tutores que estimulam o trabalho colaborativo, a interação<br />
e o fortalecimento de redes cooperativas.<br />
Comunidades de prática são formadas para favorecer o compartilhamento de<br />
conhecimento e de experiências relacionados a temas fundamentais para o projeto, como<br />
por exemplo, economia solidária e pedagogia da autonomia. Uma comunidade de<br />
oficineiros, que funciona desde janeiro deste ano, reúne oficineiros de todo o País, que<br />
trocam impressões e soluções a respeito de oficinas do projeto.</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">Manual de formação das oficinas do Casa Brasil</a> </strong>(inclui manual dos cursos, diretrizes e orientações para o conselho gestor</li>
</ul>
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		<title>Projetos e ações de inclusão digital do governo federal</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 03:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[ações governamentais]]></category>
		<category><![CDATA[20 programas de inclusão digital]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[culturadigitalbr]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão digital]]></category>
		<category><![CDATA[projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Governo Federal tem investido, nos últimos dez anos, na formulação e execução de programas de democratização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o que denomina Inclusão Digital (LUCAS; MARTINS, 2009). Atualmente, são vinte os programas destacados no Portal da Inclusão Digital: 1. Casa Brasil 2. Centros de Inclusão Digital 3. Computador para Todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-40" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/governo-150x150.jpg" alt="governo" width="150" height="150" />O Governo Federal tem investido, nos últimos dez anos, na formulação e execução de programas de democratização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o que denomina Inclusão Digital (LUCAS; MARTINS, 2009). Atualmente, são vinte os programas destacados no <strong><a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/" target="_blank">Portal da Inclusão Digital</a></strong>:</p>
<p>1. <a href="http://www.casabrasil.gov.br/" target="_blank">Casa Brasil</a><br />
2.<a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/" target="_blank"> Centros de Inclusão Digital</a><br />
3. <a href="http://www.computadorparatodos.gov.br/" target="_blank">Computador para Todos</a><br />
4. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/centros-vocacionais-tecnologicos/">CVT &#8211; Centros Vocacionais Tecnológicos</a><br />
5. <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html" target="_blank">Gesac &#8211; Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão</a><br />
6. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/kits-telecentro/" target="_blank">Kits Telecentros</a><br />
7. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/mare-telecentros-da-pesca/" target="_blank">Maré &#8211; Telecentros da Pesca</a><br />
8. <a href="http://www.onid.org.br/portal/" target="_blank">Observatório Nacional de Inclusão Digital</a><br />
9. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/pontos-de-cultura-cultura-digital/" target="_blank">Pontos de Cultura &#8211; Cultura Digital</a><br />
10. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/programa-banda-larga-nas-escolas/" target="_blank">Programa Banda Larga nas Escolas</a><br />
11. <a href="http://www.computadorparaprofessores.gov.br/" target="_blank">Programa Computador Portátil para Professores</a><br />
12. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/programa-estacao-digital/" target="_blank">Programa Estação Digital</a><br />
13. <a href="http://http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/proinfo-programa-nacional-de-informatica-na-educacao/" target="_blank">ProInfo &#8211; Programa Nacional de Informática na Educação</a><br />
14. <a href="http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/computadores-para-inclusao" target="_blank">Projeto Computadores para Inclusão</a><br />
15. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/quiosque-do-cidadao/" target="_blank">Quiosque do Cidadão</a><br />
16. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/Members/rafael/links-outros-programas/serpro-cidadao" target="_blank">Serpro Cidadão</a><br />
17. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/telecentros-banco-do-brasil/" target="_blank">Telecentros Banco do Brasil</a><br />
18. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/territorios-digitais" target="_blank">Territórios Digitais</a><br />
19. <a href="http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/sitio/inicial/index.php" target="_blank">TIN &#8211; Telecentros de Informação e Negócios</a><br />
20. <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/links-outros-programas/projeto-um-computador-por-aluno-uca/" target="_blank">UCA &#8211; Projeto Um Computador Por Aluno</a></p>
<p>O <a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/" target="_blank">Portal </a>é um projeto do <a href="http://www.onid.org.br/portal/" target="_blank">Observatório Nacional de Inclusão Digital (ONID)</a>, iniciativa do Governo Federal em parceria com a sociedade civil organizada. No Onid são coletadas, sistematizadas e divulgadas informações sobre a Inclusão Digital no país: <a href="http://onid.org.br/mapa/" target="_blank">mapa</a> e <a href="http://lista.onid.org.br/" target="_blank">lista de telecentros </a>e dos <a href="http://onid.org.br/portal/programas/" target="_blank">programas de inclusão</a>, <a href="http://referencias.onid.org.br/" target="_blank">material de apoio</a> aos telecentros, <a href="http://onid.org.br/portal/boletins/" target="_blank">boletins </a>mensais e uma <a href="http://comunidade.onid.org.br/" target="_blank">rede social </a>destinada a interessados no tema, monitores, gestores e coordenadores de telecentros.</p>
<p>As pesquisadoras Taliana da Silva Martins e Elaine Rosangela de Oliveira Lucas, da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), analisaram, em março de 2009, as iniciativas públicas de inclusão digital do Governo Federal. Constataram um investimento significativo na construção de uma infra-estrutura tecnológica de acesso e no que chamam de capacitação tecnológica do cidadão. Mas alertam para a necessidade de aumentar os investimentos no &#8220;desenvolvimento de competências necessárias para o uso efetivo da informação, como recursos para o exercício da cidadania&#8221; (MARTINS; LUCAS, 2009, p. XX), o que temos chamado neste estudo de apropriação tecnológica. ]</p>
<ul>
<li>Baixe o estudo, na íntegra, de Taliana Martins e Elaine Lucas: <a href="http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/293/196" target="_blank"><strong>&#8220;</strong><strong>Os programas de inclusão digital do governo federal sob a óptica de competência informacional&#8221;</strong></a></li>
</ul>
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