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	<title>Educação &#187; avaliação</title>
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	<description>Só mais um blog do Cultura Digital</description>
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		<title>O Programa Gesac: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[gesac]]></category>
		<category><![CDATA[apropriação]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão digital]]></category>
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		<description><![CDATA[O estudo feito para a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) mapeou que aos implementadores sociais do Programa Gesac eram oferecidos os equipamentos e as condições necessárias aos espaços de formação. Cada um recebia, além de salário e ajuda de custo, telefones celulares para a comunicação com a equipe, aparelho de GPS para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo feito para a <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) </a>mapeou que aos implementadores sociais do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Gesac</a> eram oferecidos os equipamentos e as condições necessárias aos espaços de formação. Cada um recebia, além de salário e ajuda de custo, telefones celulares para a comunicação com a equipe, aparelho de GPS para a localização de comunidades de mais difícil acesso, notebook, projetor, caixa de ferramentas e espaço em um servidor para armazenar a produção das oficinas, visitas e rodas de conversa.</p>
<p>Para Banto, essa estrutura é o grande destaque positivo do Programa. Já Renata Lourenço aponta a falta de estrutura de algumas comunidades como principal  problema no desenvolvimento do trabalho dos implementadores. “Muitos lugares não têm energia estável, papel, água”, afirma.</p>
<p><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe em .pdf), em 2007, aponta a ausência de monitoramento e avaliação de resultados como uma das falhas do Programa. Além disso, afirma a necessidade de mais implementadores sociais em campo e a criação de ferramentas de ensino na distância que facilitem a atualização de conhecimentos. Para a pesquisadora, as oficinas têm sido “ainda despreparadas didática e pedagogicamente, sem a percepção dos efeitos receptivos do processo de comunicação desenvolvido em seus Pontos de Presença”.</p>
<p>Depois disso, em abril de 2008, o governo lançou uma avaliação geral do programa com o objetivo de mensurar os resultados alcançados entre 2004 e 2008. As atividades propostas no<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/folder.2008-10-28.0351452633/file.2008-10-28.6137583034"> Plano de Avaliação </a>estipulam um ano para a conclusão dos trabalhos. Até o momento da publicação deste post os resultados ainda não haviam sido divulgados.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/70-%20/682">Entrevista com Banto para A Rede sobre sua experiência no Gesac, entre outros programas de inclusão digital</a></li>
<li><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-gesac/">Saiba mais sobre o Programa Gesac</a> (histórico, metodologia, espaço, softwares utilizados&#8230;)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/file.2008-03-24.1092472437/download">Manual do usuário do Programa Gesac</a> (.pdf)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/file.2007-08-07.8051971372">Pontos de Presença Gesac em operação</a> (.pdf)</li>
</ul>
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		<title>Programa Casa Brasil: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[casa brasil]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[inclusão digital]]></category>
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		<description><![CDATA[O coordenador de tecnologia do Casa Brasil entre 2006 a 2008, VJ Pixel (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-101" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/vjpixel-150x150.jpg" alt="vjpixel" width="150" height="150" />O coordenador de tecnologia do <a href="http://www.casabrasil.gov.br">Casa Brasil</a> entre 2006 a 2008, <a href="http://culturadigital.br/members/pixel/">VJ Pixel</a> (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)</a> o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a minha maneira de dar oficinas. Essa metodologia que eu uso, de tentar fazer com que as pessoas participem mais das oficinas, consegui compreender e aplicar muito por causa do Casa Brasil, com o estudo teórico do Paulo Freire&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo o entrevistado, havia a impressão de que todos os envolvidos no projeto, e especialmente os oficineiros, estavam alinhados, com os mesmos objetivos, resultado da política bem definida por parte dos formuladores do programa. Pixel pondera: “No Casa Brasil, o objetivo era formar uma política pública integrada de inclusão digital. Pretendia ser o Governo nas comunidades e fazer com que as comunidades se apropriassem do Governo. Era um programa mais institucional”.</p>
<p>Do que conseguimos apurar, em linhas gerais, as pessoas que passavam a integrar o Casa Brasil, que começavam a atuar no projeto eram bem informados sobre seus objetivos e direcionamentos, o que foi fundamental para os resultados satisfatórios alcançados. Por outro lado, um dos fatores críticos indicados foi em relação ao fato de ser um programa extenso e dispendioso. O Programa Casa Brasil, como os demais de inclusão digital, necessita de uma grande estrutura de recursos humanos e financeiros, como equipamentos, infraestrutura (espaço físico, energia, equipamentos),  manutenção constante.</p>
<p>E da forma como foi implementado não conseguiu promover a autonomia das instituições parceiras. “Efetivamente, o programa não estimulava a autonomia. Por mais que tentássemos politicamente fazer isso, o governo dava muito, então as pessoas ficavam meio dependentes e pedindo mais”, afirma Pixel.</p>
<p><strong>Avaliação do próprio programa</strong></p>
<p>Um fator interessante é que o próprio programa desenvolveu um modelo de avaliação em que são mensurados indicadores de: 1) insumos ou recursos; 2) processos; 3) resultados; e 4) inclusão social. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Brasília <a href="http://www.arte.unb.br/6art/textos/fatma-brandao.pdf">Maria de Fátima Ramos Brandão e Bartholomeu Tôrres Tróccoli</a> (2005, p. 10): &#8220;O modelo de avaliação proposto considera estratégico a inclusão digital para promover o desenvolvimento social pela oportunidade de acesso a informação, produção de bens culturais, de aperfeiçoamento dos indivíduos, de consolidação da rede social e da articulação comunitária, participativa e cidadã. Dessa forma, espera-se promover a interação permanente e responsável entre os agentes sociais para resultar no desenvolvimento sustentável local e regional.&#8221;</p>
<p>Para eles, o pioneirismo do projeto evidencia-se por incorporar questões de inclusão digital, cultural e social “num complexo conjunto de objetivos indissociáveis”. Foi utilizada a ferramenta Wiki e o ambiente <a href="http://moodle.org/">Moodle</a> para desenvolver de forma colaborativa o modelo de avaliação, bem como para aplicá-lo.</p>
<p>Veja o que era avaliado em cada indicador:</p>
<p>No primeiro ponto<strong> insumos ou recursos</strong>, eram considerados:<br />
a) infraestrutura física (instalações físicas alocadas segundo padrões aprovados pela Coordenação Nacional);<br />
b) tecnológica (idem);<br />
c) humana (pessoal necessário para o funcionamento pleno da unidade); e<br />
d) orçamentária (com orçamento e cronograma financeiro de desembolso aprovado e destinado para o projeto e fontes de captação de recursos).</p>
<p>No segundo ponto, <strong>gestão ou processos</strong>, os seguintes aspectos eram pontuados:<br />
a) gestão administrativa (processos para a gestão da infra-estrutura física, tecnológica e de elaboração, planejamento e gestão de projetos sociais, serviços de apoio,<br />
atendimento comunitário, acompanhamento e avaliação);<br />
b) gestão financeira e de auto-sustentabilidade (processos para a gestão contábil, prestação de contas e articulação para auto-sustentabilidade);<br />
c) gestão social, participativa e de cidadania (processos para a gestão de relacionamentos, Conselho Gestor, atendimento ao cidadão e identificação de problemas<br />
comunitários);<br />
d) gestão de conhecimento tecnológico, científico e cultural (processos para a gestão da capacitação de agentes e comunidade para o uso, criação, produção, difusão, organização e sistematização dos conteúdos gerados, disponibilização no portal Casa Brasil e na sua rede social).</p>
<p>O terceiro indicador refere-se a <strong>resultados</strong>, que avalia:<br />
a) acessibilidade (infra-estrutura de inclusão e acessibilidade digital garantida);<br />
b)    habilidades      para     inclusão     digital social     (habilidades      de   inclusão     digital desenvolvidas para uso crítico e criativo das TICs na solução de problemas locais e comunitários e para a criação e produção de bens culturais);<br />
c) oportunidades econômicas sociais (melhoria de qualidade de vida e oportunidade de renda ou emprego);<br />
d) participação democrática e cidadã (participação, representatividade social e cidadania promovidas, rede social consolidada).</p>
<p>O quarto e último indicador é a <strong>inclusão social</strong>, avaliada de acordo com:<br />
a) desenvolvimento social de contexto (inclusão digital, de renda, de saúde, de educação, de segurança, de qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental e social promovidas);<br />
b) desenvolvimento social  da Unidade Casa Brasil (conteúdos produzidos, comunidade atendida, eventos realizados);<br />
c) desenvolvimento do indivíduo (satisfação, qualidade de vida, oportunidades e expectativas evidenciadas) (BRANDÃO; TRÓCCOLI, 200515).</p>
<p>Outros aspectos que a avaliação considerava eram: redirecionar as ações na medida do necessário e promover uma cultura de visão crítica e ética. A íntegra do modelo citado acima e todos os indicadores estão disponíveis em .pdf para baixar no artigo: &#8220;<a href="http://bibliotecadigital.sbc.org.br/download.php? paper=733">Um modelo de avaliação de projeto de inclusão digital e social: Casa Brasil</a>”.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-casa-brasil/">Mapeamento do Programa Casa Brasil</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">Manual de formação das oficinas do Casa Brasil</a> </strong>(inclui manual dos cursos, diretrizes e orientações para o conselho gestor)</li>
<li><strong><a href="http://vjpixel.net/">Site do VJ Pixel</a></strong></li>
</ul>
<p><em>Imagem: VJ Pixel por<em> Lu Scuarcialupi para o Blog Trezentos. Disponível em: </em><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2231">http://www.trezentos.blog.br/?p=2231</a></em></p>
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