Sobre o blog
Este espaço foi criado para o compartilhamento do resultado de uma pesquisa encomendada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) à FLi Multimídia sobre ações de inclusão digital. O estudo mapeou iniciativas do governo federal, com especial destaque para três projetos: Ação Cultura Digital – Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura; Programa Casa Brasil, coordenado pela Casa Civil/Presidência da República e Programa Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão), do Ministério das Comunicações.
O objetivo ao analisar essas ações é compreendê-las mais profundamente e, a partir disso, propor processos pedagógicos para o uso emancipador das tecnologias digitais, esboçando recomendações a projetos futuros que resultem em não somente conhecer ferramentas digitais, mas na apropriação delas.
Equipe
Esse mapeamento foi feito no contexto do Fórum da Cultura Digital Brasileira e das articulações que vêm sendo propostas no Ministério da Cultura para a área de cultura digital. O trabalho disponível neste blog foi feito por:
Rodrigo Savazoni (formulação da pesquisa)
Bianca Santana (coordenação e redação da pesquisa)
Caru Schwingel (coordenação e redação da pesquisa)
Marco Nalesso (entrevistas e edição de vídeo)
Tiago Rangel (entrevistas e sistematização de dados)
Gabriela Agustini (adaptação e edição do conteúdo para o blog)
Fabiano Rangel (layout do blog)
Histórico
A Cultura Digital do início de século XXI desafia modelos tradicionais de ensino e aprendizagem. A partir de 1990, com a expansão das redes telemáticas e da internet, e dos anos 2000, com o crescimento do acesso aos recursos da digitalização da cultura e do processo da virtualização digital, ações que promovam a inclusão digital ganham cada vez mais importância.
Em um primeiro momento, o objetivo desses projetos era prover acesso unicamente e, depois, com a expansão da infraestrutura de conexão, qualificar o uso da internet e fomentar a apropriação social das tecnologias digitais. Com o acesso e utilização, tanto o mercado quanto o Governo e o terceiro setor, em diferentes instâncias, perceberam a necessidade de formação para a utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs).
Iniciativas com objetivos tão distintos, como cursos visando à formação de consumidores, até oficinas livres para promover a apropriação digital, foram conduzidas por provedores de acesso, cursos de informática, escolas, associações da sociedade civil e órgãos governamentais.
O Governo Federal, sensível a tal processo, motivou e fomentou a internet no país desde a criação da infraestrutura necessária para o acesso e a busca e envio de arquivos, até programas de inclusão digital e, nestes, a cursos e oficinas de formação na cultura digital.
Sobre a pesquisa
A partir da identificação das ações dos projetos 1) Ação Cultura Digital – Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura; 2) Programa Casa Brasil, coordenado pela Casa Civil, Presidência da República; e 3) Programa Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão), do Ministério das Comunicações, busca-se analisar seus resultados.
Para isso, foram efetuadas dez entrevistas com formuladores de oficinas e oficineiros (ministrantes das oficinas), bem como sistematizados os conteúdos de apoios utilizados e os produzidos pelas oficinas. Ao buscar o dialogar com acadêmicos (foram realizadas seis entrevistas) e iniciativas pedagógicas não governamentais, pretende-se tanto problematizar e explicar as terminologias e conceitos adotados quanto fundamentar uma possível metodologia para a realização de oficinas e cursos para a apropriação das tecnologias digitais.
Inicialmente, o produto denominava-se Capacitação Digital. Mas no transcorrer do processo ficou clara a associação do termo a um campo semântico que não se relaciona aos fatores de emancipação que as ferramentas pedagógicas e digitais podem propiciar. Por isso foi proposta a adoção da terminologia “apropriação das tecnologias digitais”, conforme melhor explicado neste post.
Coordenação e redação: Bianca Santana e Caru Schwingel
Entrevistas: Bianca Santana, Marco Nalesso, Tiago Rangel e Caru Schwingel
Edição de vídeo: Marco Nalesso
Sistematização de dados: Tiago Rangel