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	<title>Educação</title>
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	<description>Só mais um blog do Cultura Digital</description>
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		<title>Ação Cultura Digital: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A experimentação e a inovação são, quase de maneira unânime, as grandes contribuições da Ação Cultura Digital no que diz respeito ao fomento e à apropriação de tecnologias digitais. Foram experimentados modelos e métodos de convidar produtores culturais, muitas vezes avessos ao uso de tecnologias, a incorporar as ferramentas digitais em seu cotidiano. As recomendações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A experimentação e a inovação são, quase de maneira unânime, as grandes contribuições da <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=21">Ação Cultura Digital</a> no que diz respeito ao fomento e à apropriação de tecnologias digitais. Foram experimentados modelos e métodos de convidar produtores culturais, muitas vezes avessos ao uso de tecnologias, a incorporar as ferramentas digitais em seu cotidiano. As recomendações de especialistas de não trabalhar a ferramenta pela ferramenta, mas de formar de acordo com as necessidades de indivíduos e grupos estiveram presentes no Projeto.</p>
<p>“A inclusão digital pela Cultura é a grande sacada do Projeto”, avalia <a href="http://culturadigital.br/members/drica/">Drica Veloso</a>. <a href="http://culturadigital.br/members/efeefe/">Felipe Fonseca</a> brinca que as oficinas tiveram mais erros que acertos e afirma que o maior resultado da Ação Cultura Digital foi abrir espaço para tratar questões ainda desconhecidas. “E o papel do Gil nisso foi fundamental. Pudemos ampliar o discurso pra fora da classe média paulistana, chegando mais às bases. O maior valor foi simbólico. Foi criado um espaço de invenção no poder público que não existia.” <a href="http://culturadigital.br/members/leogermani/">Léo Germani</a> enumera as questões formuladas na Ação e difundidas pelo então Ministro Gilberto Gil: “Direitos autorais, uso de software livre, conhecimento livre, licenças abertas. Isso abriu portas e discussões, pipocou pra muitas ações, influenciou tanta coisa&#8230; nem temos a dimensão”.</p>
<p>Os principais problemas do Programa, apontados pelos entrevistados, podem ser explicados por uma reflexão de Drica Veloso: “O Cultura Digital nunca se propôs a ser sério. Estava e não estava dentro do MinC. Já cheguei a cidade do interior de Minas e a televisão lá estava me esperando porque tinha alguém do Ministério da Cultura&#8230; imagina! A equipe nunca foi preparada. E a politicagem do &#8216;vamo que vamo&#8217; foi muito prejudicial. Precisava de mais calma, mais preparo, mais tato. Muita coisa não deu certo por isso.”</p>
<p>Todos os seis entrevistados que atuaram no Programa do Ministério da Cultura apontam a falta de condições de trabalho, de estabilidade e continuidade das ações. Os salários pagos aos coordenadores e oficineiros pelo IPTI (Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação), de 2005 à metade de 2007, não obedecia a critérios claros para a definição de valores; era, muitas vezes, liberado com atrasos e não foi uma constante durante todo o trabalho nos Pontos de Cultura. “Às vezes o salário atrasava 15 dias, e as pessoas ficavam esse tempo em casa. Outras, todo mundo sem dinheiro, gastando celular, adiantando a comida pra receber dois meses depois. Era muita precariedade, sempre uma briga”, relata Felipe Fonseca.</p>
<p>A falta de equipamentos é outro ponto marcante no que chamam de falta de condições de trabalho. Até meados de 2006, computadores, câmeras, filmadoras e tudo o<br />
que utilizavam nas oficinas era dos próprios oficineiros. O desgaste e a manutenção eram ônus dos que trabalhavam na Ação Cultura Digital. Tais problemas não permitiam um trabalho continuado. “O processo começava em um lugar e depois a gente não tinha dinheiro para ficar lá e continuar. Não era possível um trabalho de longo prazo. Pela lógica do software livre, pra fazer as coisas é necessário dedicação e tempo, e no Cultura Digital tudo era muito imediatista”, afirma o oficineiro Bruno Tarin.</p>
<p>A falta de continuidade também era causada pelo tempo dedicado ao trabalho. Os imersivos Encontros de Conhecimentos Livres, que podiam durar semanas muitas vezes aconteciam um em seguida ao outro. “Todo mundo ficava exausto. Trabalhava longe de casa por três semanas e em outra, de folga, tinha que fazer relatório das três anteriores”, conta Drica Veloso. ”O pessoal perdia o tesão, a vontade. Não tinha espaço pro novo, pro diferente &#8211; e ficou chato. Chegou uma hora que todo o material produzido nas oficinas falava da própria oficina, uma coisa &#8216;umbiguista&#8217; mesmo. A criatividade era tolhida porque se repetia um modelo industrial.”</p>
<p>Em seu relato, Léo Germani reafirma como o cansaço comprometia a qualidade do trabalho: &#8220;Em 2006 a equipe de oficina estafou. A gente viajou muito e era muito<br />
cansativo emocionalmente, fisicamente. Chegou a um ponto que você não tinha mais pique de jantar com as pessoas no fim do dia, tomar uma cerveja; queria ficar sozinho no quarto e se isolar com os oficineiros que já eram seus amigos. Esse isolamento, pra quem participa do Encontro, é muito ruim. O bom é quando mistura. Mas se a equipe está muito cansada quebra o clima da vivência. Fala, vai embora e não tem troca.&#8221;</p>
<p>Muitas vezes, a autonomia com que a equipe trabalhava se transformava em falta de direção e objetivos comuns. “Cada um tinha um entendimento diferente, um</p>
<p>comprometimento diferente. Não tinha gestão clara, não tinha critério de contratação. Algumas pessoas achavam e diziam que não trabalhavam pro MinC porque existia brecha pra isso”, afirma Germani. <a href="http://culturadigital.br/members/pixel/">Pixel</a>, que deu oficinas na Ação Cultura Digital, concorda ao reafirmar que as pessoas iam em diferentes direções, cada uma com um objetivo próprio. “O Projeto não tinha um conceito claro, ele agregava um grupo ligado à generosidade intelectual, mas nem sempre com os mesmos objetivos.”</p>
<p>Veloso afirma que o profissionalismo não era um valor no grupo, mas sim que as pessoas davam muita importância ao afeto. “No Gesac, por exemplo, se alguém não<br />
trabalhava era mandado embora. Aqui não.” Para Germani, a gestão de pessoas acontecia de maneira equivocada: “Trocar alguém não era simples e muitas vezes isso atrapalhava a unidade. Eram muitos ativismos que muitas vezes não iam de encontro ao propósito do Programa &#8211; e isso foi ao extremo. Cada um fazia o que queria”.</p>
<p>Os problemas de gestão também apareceram na compra e na entrega dos primeiros kits multimídia. De acordo com o relato de Banto: &#8220;O Ministério esqueceu que era necessário dinheiro pra levar os kits de onde ele comprou até os Pontos. Aí fizeram a gambiarra de entregar na primeira Teia (encontro dos Pontos de Cultura). Quando entregaram para as pessoas muita gente se espantou: &#8216;Como assim pode levar? Como vou levar?&#8217; Tinha uma coisa de querer reinventar a roda, de não aproveitar experiências.&#8221;</p>
<p>O crescimento da equipe, de 2005 para 2006, aconteceu de forma desordenada e não planejada. Para levar oficinas locais e continuadas aos Pontos de Cultura, a equipe cresceu de menos de 20 para mais de 100 pessoas. Segundo Léo Germani: &#8220;O crescimento foi mal gerenciado e pouco sustentado. Ainda era praticamente uma idéia abstrata quando já foi escalado. Sem testar. As pessoas foram indicadas e não necessariamente tinham afinidades. Foi criada uma equipe gigante da noite para o dia sem estrutura adequada pra administrar.&#8221;</p>
<p>Os oficineiros ressaltaram a falta de planejamento para muitos Encontros e Oficinas. “Se você convida, e a pessoa sai de casa, não pode ter rato no quarto, tem que<br />
ter comida, cobertor. Precisa do mínimo”, ressalta Germani. “E os objetivos precisam estar muito claros prá todo mundo, prá evitar frustração.” Bruno Tarin concorda que é importante as pessoas terem clareza do que é a oficina e o que será trabalhado. “Muita gente queria um diploma”, afirma.</p>
<p>Outro aspecto que gerou questões controversas nas oficinas do Programa foi em relação ao uso de software livre. De acordo com Léo Germani, muitas vezes devido à<br />
maneira como era imposto causou um impacto negativo. &#8220;Algumas pessoas já trabalhavam com softwares proprietários de edição de vídeo, por exemplo, e falar pro cara que não pode e exigir que mude não funciona. Você precisa entender o papel da oficina num âmbito maior. A migração é um processo complexo e precisa fazer sentido. E por mais que se fale muito no uso de software livre, ele nunca foi bancado como opção, nunca se investiu em desenvolvimento. Se estiver funcionando fica mais fácil a pessoa querer usar.&#8221;</p>
<p>A Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura desenvolveu oficinas de 2005 a 2007. O projeto envolveu os principais movimentos  ativistas da internet brasileira e motivou a formação de outros projetos que buscavam o uso emancipador das tecnologias da informação e da comunicação.</p>
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		<title>Ação Cultura Digital: Programa Cultura Viva</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 22:07:47 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-126" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/culturadigital-150x150.jpg" alt="culturadigital" width="150" height="150" />Os <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=31">Pontos de Cultura</a> nascem a partir de convênios entre entidades da sociedade civil organizada, selecionadas por editais públicos ou por prefeituras, e o Ministério da Cultura. Compõem o Programa Nacional de Cultura Educação e Cidadania &#8211; Cultura Viva, criado por meio da Portaria nº 156, de 06 de julho de 2004, por meio do qual as entidades civis recebem recursos orçamentários no valor de até 185 mil reais, do Ministério da Cultura, em parcelas semestrais a serem investidas em um prazo de dois anos e meio na manutenção do Ponto.</p>
<p>Segundo o projeto<a href="http://mapasdarede.ipso.org.br/mapa"> Mapas da Rede</a>, coordenado pelo Instituto de Pesquisa e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO), há 824 Pontos de Cultura conveniados em editais do Governo Federal distribuídos em todo o país. De 2005 a 2007 foram realizados encontros e oficinas para promover a apropriação das TICs nos Pontos de Cultura, na chamada <a href="http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/?page_id=21">Ação Cultura Digital</a>. Por meio da Ação, em 2006, cem Pontos receberam kits multimídia com computadores que funcionam como<br />
servidores e ilha de edição de imagem, áudio e vídeo; câmera fotográfica digital; filmadora; gravador de som digital; microfones e fones de ouvido. Nos anos seguintes, cada Ponto de Cultura recebeu 20 mil reais para a compra de equipamentos.</p>
<p>No período estudado, os convênios estabelecidos pela Ação Cultura Digital eram federais, desde então, houve uma mudança de direcionamento, e no contexto atual há a possibilidade de convênios estaduais.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do Cultura Digital</strong></p>
<p>Encontros de Conhecimentos Livres e oficinas foram os espaços presenciais propostos aos participantes dos Pontos de Cultura para a apropriação de tecnologias.<br />
primeiros eram processos de imersão com oficinas continuadas que ocorriam durante um final de semana, feriado ou mesmo por semanas, quando um grupo de oficineiros procurava difundir as tecnologias da informação e comunicação, promovendo uma vivência em cultura digital. Também foram realizados fóruns e chats virtuais para assistência remota, em ambientes virtuais como o Conversê &#8211; criado pela Ação Cultura Digital -, bem como publicizados tutoriais, manuais e almanaques no<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php"> Estúdio Livre</a> &#8211; ambiente colaborativo de produção, distribuição e desenvolvimento de mídias livres.</p>
<p>Cerca de 150 pessoas se reuniam nos Encontros de Conhecimentos Livres para compartilhar conhecimentos sobre tecnologias de hardwares e softwares, e criação de<br />
linguagens e produtos multimídia. Eram produzidos pelos oficineiros e coordenadores da Ação em parceria com lideranças dos Pontos de Cultura e dos governos locais, representações regionais do Ministério da Cultura e membros dos projetos <a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-casa-brasil/">Casa Brasil</a> e <a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-gesac/">Gesac</a>. Os encontros podiam durar dias ou semanas. &#8220;O importante era a imersão e a vivência&#8221;, ressalta Cristiano Scabello, oficineiro da Ação Cultura Digital entre 2005 e 2007.</p>
<p>O Primeiro Encontro de Conhecimentos Livres dos Pontos de Cultura aconteceu em Teresina, no Piaui, com duração de dez dias, de 25 de julho a 05 de agosto de 2005. Durante o Encontro foram realizadas oficinas e rodas de conversa propostas e conduzidas tanto por oficineiros da Ação Cultura Digital quanto por  epresentantes dos Pontos de Cultura. O r<a href="http://mapsys.culturadigital.org.br/2.+OFICINA+PILOTO:+TERESINA-PI">elato publicado no Wiki da Ação Cultura Digital </a>registra a variedade de temas trabalhados: &#8220;O programa deste encontro contou com oficinas como “Introdução ao Hardware”, “Tela Preta e Redes”, “Processo de MetaReciclagem”, “Pintura de Gabinetes”, “Áudio I e II”, “Xilogravura”, “Fotografia e Produção Gráfica em Software Livre”, “Vídeo em Software Livre”, “Usando (Melhor) o Seu Telecentro”, “Produção de Brinquedos com Material Reciclado”, “Oficina de Encadernação”, “Capoeira Angola”, “Teatro de Rua”, “Postura de Palco”, “Percussão”, “DJ”, “Uso de Aerógrafo”, “Prestação de Contas”, “Montando um Portal com Tiki Wiki”, “Cineclubismo”, “Oficinas Especiais para Instrutores do MHHOB” e “Horticultura”, além de conversas abertas sobre “Comunicação Livre”, “Candomblé”, “Software Livre”, “Rádio Livre”, “Hip Hop”, “Questões de Gênero”, “Políticas do MinC de Incentivo ao Audiovisual”, “Cultura Digital Direto da Espanha Via Webstreaming” e “Direitos Humanos na Comunicação com Intervozes”.</p>
<p>Neste Encontro, cerca de 160 computadores foram reciclados e quatro telecentros, um centro de metareciclagem e uma cooperativa foram criados. Foram capturadas e gravadas 15 faixas de áudio, reunidas num CD, cinco vídeos de um minuto, para serem inscritos no Festival do Minuto, e uma revista de experimentação gráfica. Além disso, foram registradas mais de 500 fotos e cerca de 100 horas de vídeo.</p>
<p>“O primeiro Encontro foi mágico. Lá nasceu a essência do que tentamos replicar depois, mas nunca foi igual&#8221;, lamenta<a href="http://culturadigital.br/members/leogermani/"> Léo Germani</a>, oficineiro e coordenador das oficinas da Ação Cultura Digital em 2006. &#8220;O espírito era de criar uma vivência dos principais valores e conceitos que queríamos passar nas oficinas: autonomia, protagonismo, trabalho em grupo, em rede, construção coletiva do conhecimento, uso de software livre. Mais do que falar, fizemos acontecer.&#8221; Germani descreve o formato aberto como o aprendizado aconteceu: &#8220;Chegou o caminhão com os computadores que eles conseguiram como doação do Banco do Brasil. Todo mundo começou a ajudar, a oficina de metareciclagem foi se organizando: teclado pra cá, mouse pra cá&#8230; o pessoal do MST mostrou como fazer uma horta, teve oficina de maracatu. Rolou muita troca, muita coisa aconteceu por iniciativa das pessoas. Não dá pra replicar uma experiência espontânea, tentar sistematizar e compartimentar.&#8221;</p>
<p>Em 2005, foram realizados 14 Encontros de Conhecimentos Livres. Conforme descrito acima, as oficinas não eram divididas em &#8220;aulas de vídeo&#8221; ou &#8220;aulas de áudio&#8221;, mas os grupos se articulavam para superar um desafio. &#8220;O objetivo era sensibilizar, mostrar o que era possível fazer&#8221;, sintetiza Léo Germani. &#8220;Para necessidades mais técnicas esse formato não funcionava&#8221;, afirma. <a href="http://culturadigital.br/members/drica/">Adriana Veloso</a>, a Drica, articuladora da Ação Cultura Digital de 2005 a 2007, concorda com Germani. &#8220;É muito comum ver a luz estourada nos vídeos produzidos durante os Encontros, áudio estourado&#8230; porque não dava tempo.&#8221;</p>
<p>A partir de 2006, além dos Encontros de Conhecimento Livres foram realizadas oficinas locais, reunindo de dois a quatro Pontos de Cultura, e oficinas regionais, que atendiam um número maior de Pontos reunidos. Com cerca de 20 pessoas e um oficineiro, esses cursos focavam as necessidades específicas de cada Ponto, desde a implementação dos kits multimídia até o aprofundamento necessário em algum software livre. Em 2006, foram realizados 13 Encontros de Conhecimento Livre e 41 oficinas.</p>
<p>Havia pressão por parte do Ministério para que a Ação Cultura Digital apresentasse resultados numéricos. Mas como falar em hora-aula nesta proposta aberta? Como marcar a continuidade da oficina em uma manhã se alguns dos participantes passaram a madrugada editando um vídeo? &#8220;Rolava conflito com quem esperava aula na hora certa, com apostila. Tivemos ótimas experiências, mas nunca 100%. Muitas vezes as pessoas esperavam um curso formal e se frustravam. Claro que algumas se encantavam, mas outras telefonavam pro Ministério reclamando&#8221;, relata Germani.</p>
<p>Banto, que participou da Ação Cultura Digital em 2005, afirma que um dos problemas das ações de apropriação é com a mensuração de resultados. &#8220;Você planta pra um dia brotar, você não colhe quando quer. No ano passado, 2008, recebi um e-mail de uma professora que tinha participado do Encontro do Piaui, em 2005, falando sobre a oficina. Como coloco no relatório que ela demorou três anos? A idéia de capacitar envolve um tempo, digerir aquilo.&#8221;</p>
<p>As oficinas do Ação Cultura Digital sempre tinham o objetivo de resultar em um produto. &#8220;Em quatro horas botava um programa no ar. Fazia matéria, cenário, roteiro, câmeras, entra VT, volta. Era uma loucura &#8211; e muito legal&#8221;, comenta Léo Germani. Para Drica Veloso, é importante que a pessoa sempre saia da oficina com um produto, com algo que tenha conseguido concretizar, no sentido de valorizar o que aprendeu e fortalecer sua auto-estima.</p>
<p>De acordo com as necessidades dos Pontos eram realizadas oficinas de:<br />
1. introdução aos usos da Internet, denominada de “Se joga na rede”;<br />
2. cultura livre;<br />
3. articulação e produção cultural;<br />
4. metareciclagem;<br />
5. produção de áudio;<br />
6. produção de vídeo;<br />
7. produção gráfica; e<br />
8. novos modelos de direito autoral (Fossá, 2006).</p>
<p>O perfil dos que participavam dos Encontros e Oficinas sempre foi muito heterogêneo. Havia pessoas de todas as idades, com diferentes níveis de aproximação com computadores e outros aparelhos digitais. O que cada um esperava da Ação Cultura Digital também era muito distinto. &#8220;Cada um trazia uma expectativa pessoal, queria sair com uma questão resolvida. Mas muitas vezes voltava com mais perguntas que respostas.&#8221;, afirma Germani. A não realização das expectativas dos participantes das oficinas, de acordo com Léo Germani, um dos formuladores do projeto, seria um ponto negativo. Como solução, aponta a necessidade de clareza por parte dos oficineiros e facilitadores dos objetivos a serem alcançados em cada oficina, bem como de sua divulgação para que os participantes saibam o que irá ocorrer, sem gerar falsas expectativas.</p>
<p>Proposta que coaduna com a análise de Léa Fagundes, uma das maiores referências brasileiras da área de educação e novas tecnologias, quando diz que “Cursos sem início, sem meio nem fim” seriam os espaços ideais de aprendizagem, com a possibilidade das atividades centrais serem oficinas, sendo que estas “precisam organizar atividades práticas com fundamentos expressos com clareza”.</p>
<p><strong>Os mediadores do Cultura Digital</strong></p>
<p>De 2005 a 2007, os oficineiros e coordenadores/articuladores da Ação Cultura Digital foram contratados pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI) como consultores do Ministério da Cultura. Os perfis e salários variavam sem obedecer a critérios objetivos. Drica Veloso comenta que enquanto outros coordenadores/ articuladores tinham, em 2005, um salário de 2.500 reais, ela recebia mil reais &#8220;porque era mulher e tinha acabado de ter bebê&#8221;. A questão do gênero, aliás, é bastante pontuada por Veloso que ratifica a disparidade entre o número de homens e mulheres contratados para atuar no projeto.</p>
<p>Não foram abertos editais, concursos ou chamadas públicas para a contração dos que concretizaram a Ação Cultura Digital. Ela emergiu de um grupo de ativistas de diferentes grupos da sociedade civil, como o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M&lt;/p"></a></p>
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		<title>O Programa Gesac: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo feito para a <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) </a>mapeou que aos implementadores sociais do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Gesac</a> eram oferecidos os equipamentos e as condições necessárias aos espaços de formação. Cada um recebia, além de salário e ajuda de custo, telefones celulares para a comunicação com a equipe, aparelho de GPS para a localização de comunidades de mais difícil acesso, notebook, projetor, caixa de ferramentas e espaço em um servidor para armazenar a produção das oficinas, visitas e rodas de conversa.</p>
<p>Para Banto, essa estrutura é o grande destaque positivo do Programa. Já Renata Lourenço aponta a falta de estrutura de algumas comunidades como principal  problema no desenvolvimento do trabalho dos implementadores. “Muitos lugares não têm energia estável, papel, água”, afirma.</p>
<p><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe em .pdf), em 2007, aponta a ausência de monitoramento e avaliação de resultados como uma das falhas do Programa. Além disso, afirma a necessidade de mais implementadores sociais em campo e a criação de ferramentas de ensino na distância que facilitem a atualização de conhecimentos. Para a pesquisadora, as oficinas têm sido “ainda despreparadas didática e pedagogicamente, sem a percepção dos efeitos receptivos do processo de comunicação desenvolvido em seus Pontos de Presença”.</p>
<p>Depois disso, em abril de 2008, o governo lançou uma avaliação geral do programa com o objetivo de mensurar os resultados alcançados entre 2004 e 2008. As atividades propostas no<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/folder.2008-10-28.0351452633/file.2008-10-28.6137583034"> Plano de Avaliação </a>estipulam um ano para a conclusão dos trabalhos. Até o momento da publicação deste post os resultados ainda não haviam sido divulgados.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/70-%20/682">Entrevista com Banto para A Rede sobre sua experiência no Gesac, entre outros programas de inclusão digital</a></li>
<li><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-gesac/">Saiba mais sobre o Programa Gesac</a> (histórico, metodologia, espaço, softwares utilizados&#8230;)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/file.2008-03-24.1092472437/download">Manual do usuário do Programa Gesac</a> (.pdf)</li>
<li><a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/file.2007-08-07.8051971372">Pontos de Presença Gesac em operação</a> (.pdf)</li>
</ul>
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		<title>O Programa Gesac</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 19:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira proposta do Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/gesac2-150x150.jpg" alt="gesac" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-128" />A primeira proposta do <a href="http://www.idbrasil.gov.br/menu_interno/docs_prog_gesac/institucional/oqueegesac.html">Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac)</a> foi formulada em 2002, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, e tinha como objetivo oferecer computadores conectados à Internet em áreas de grande circulação de pessoas como agências bancárias e shoppings centers. O projeto atendia à Portaria 256/2002, que trata da universalização do acesso a Internet e de sua abrangência em todo o território nacional no atendimento ao cidadão.</p>
<p>Naquele primeiro momento, foram instalados cerca de 50 totens no estado de São Paulo, com a finalidade de efetuar testes. Antes desses totens estarem disponíveis à população, em maio de 2003, já no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério das Comunicações levou a proposta ao Comitê de Inclusão Digital (CID) do Governo Federal, que indicou a necessidade de remodelação do Programa. <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4701271D1">Ana Valéria Machado Mendonça</a>, em sua <a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/a-integracao-de-redes-sociais-e-tecnologicas/at_download/file">tese de doutorado</a> (baixe o .pdf), de 2007, resume as<strong> alterações sugeridas</strong> à proposta:</p>
<p>a) <strong>Ampliar a visão</strong> anterior de que um programa de inclusão digital pudesse servir apenas para possibilitar a redução da máquina do Estado, ao se oferecerem serviços e-gov – diminuindo filas nas repartições públicas, por exemplo;</p>
<p>b) Modificar a concepção de oferecer uso limitado e direcionado da conexão. Pela nova proposta, o <strong>acesso à Internet</strong> deveria ser irrestrito – incluindo domínios.com etc.;</p>
<p>c) Passar a oferecer conexão em <strong>banda larga</strong>, via satélite, a fim de atender comunidades carentes de infra-estrutura de telecomunicações, especialmente localidades distantes e isoladas que, por via de mercado, não poderiam ter acesso a esse serviço;</p>
<p>d) Implantar uma concepção de uso e gestão comunitária dos equipamentos, possibilitando a <strong>apropriação coletiva da tecnologia</strong> e a conseqüente geração de desenvolvimento local – como apoio à produção econômica e cultural da comunidade, por exemplo, por meio do comércio eletrônico. Note-se o contraste com a antiga proposta de utilizar totens em locais públicos, promovendo apenas acesso individual;</p>
<p>e) Agregar à conectividade oferecida uma<strong> cesta de serviços on line de apoio ao usuário,</strong> a de auxiliar o processo de inclusão digital, oferecendo, por exemplo, correio eletrônico (e-mail), jornal mural (Teia), sistema de compartilhamento de informações (Rau-tu), hospedagem de sítios eletrônicos produzidos pelas comunidades (Pousada). Todos os serviços foram concebidos em software livre, em consonância com as diretrizes do governo;</p>
<p>f) Criar os <strong>portais</strong> <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL.GOV.BR </a>– canal de comunicação oficial do MC com as comunidades, disponibilizando os documentos oficiais do projeto e suas prestações de contas – e <a href="http://www.idbrasil.org.br/">IDBRASIL.ORG.BR</a>;</p>
<p>g) Utilizar o projeto como forma de promover um processo de progressiva apropriação pelas comunidades usuárias no uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs), por meio de capacitações e <strong>oficinas</strong> de formação de multiplicadores;</p>
<p>h) Compreender que a comunidade usuária não é apenas consumidora de informação. Por meio de sua cesta de serviço e capacitações/oficinas, o GESAC oferece condições de essas comunidades passarem à condição de<strong> produtoras de informação</strong>, a exemplo do Teia, em que os usuários são os autores do jornal online, emitindo notícias de suas regiões e semeando debates com os demais participantes do Programa por todo o Brasil.</p>
<p>Ainda em 2003, uma<strong> nova proposta</strong> do Programa foi implantada pelo Ministério das Comunicações com a meta principal de conectividade de comunidades excluídas de acesso à Internet, nos chamados Pontos de Presença (PPs). Os critérios para a seleção das comunidades eram o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a falta de oferta de banda larga pelas redes privadas de telecomunicações. Até 2008, os PPS atingiam mais de 3.600 comunidades, entre escolas e órgãos públicos, civis e militares, sindicatos, aldeias indígenas, quilombolas, ONGs e outros projetos de inclusão digital do Governo Federal como Pontos de Cultura e Telecentros, sendo que as escolas públicas concentram mais de 60% deles.</p>
<p>A <strong>conexão</strong> nos Pontos de Presença Gesac – banda com velocidade de 256 Kbps por PP &#8211; é estabelecida por satélite, o que permite chegar a áreas sem qualquer infraestrutura tecnológica. Aproximadamente 25 mil computadores estão conectados graças ao serviço prestado pelo Programa, segundo dados institucionais. Além do acesso, o Programa oferece, desde 2004, espaços de formação onde pretende prover “um conjunto de facilidades adicionais para que as comunidades informacionais.</p>
<p>Os responsáveis pelos computadores, mobiliário e pelos recursos humanos disponíveis à população são os diversos parceiros governamentais e da sociedade<br />
civil, a depender do tipo de estratégia desses. As<strong> principais atividades</strong> oferecidas pelo GESAC são os cursos de 1) informática básica em software livre; 2) uso de equipamentos para acesso à Internet; 3) oficinas temáticas; e 4) construção de sites da comunidade. Além disso, são oferecidos serviços de e-mail, escritório,  laboratório virtual, hospedagem de páginas e telefonia de voz sobre IP (VoIP).</p>
<p>Cada Ponto de Presença também pode receber canais de TV e/ou rádio pela Internet. Além da equipe de gestão do Programa, havia outra de relacionamento com as<br />
comunidades e mais uma de implementadores sociais, com 27 pessoas trabalhando na construção de conhecimentos relativos às tecnologias de informação e comunicação nos Pontos de Presença.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do GESAC</strong></p>
<p>De acordo com Renata Lourenço, implementadora social, o olhar dos espaços de formação do Programa sempre esteve voltado para o contexto local. &#8220;<strong>Visitas, oficinas, rodas de conversa</strong>. A forma era sempre pensada para cada lugar, demanda, situação. Eram momentos onde nos encontrávamos com as pessoas e elas expunham suas necessidades. Aí atuávamos de forma a sanar os problemas e dúvidas.&#8221; Tais espaços não eram entrevistados, as necessidades de cada comunidade ditavam o formato do encontro, o conteúdo do trabalho e o tempo dedicado a ele.</p>
<p>Banto, implementador do GESAC de 2005 a 2008, afirma que tal flexibilidade é essencial para não violentar as comunidades, e lança uma provocação: &#8220;O conhecimento é processual. Uma vez estava fazendo jornal em uma comunidade e fomos entrevistar o avô de uma das meninas. Fomos cantando<br />
músicas brincantes, tradicionais da região, conversamos no caminho, paramos pra tomar banho no rio – que faz parte da cultura local &#8211; entrevistamos o avô,<br />
procuramos sobre dreads no computador, porque elas ficaram curiosas sobre o meu cabelo&#8230; como definir o que faz parte da oficina?&#8221;</p>
<p>No final desse processo tínhamos áudio, jornalzinho.. mas o caminho faz parte da oficina? A maioria das pessoas que participavam dos encontros de formação eram jovens, mas algumas vezes crianças, adultos e idosos também se inscreviam e frequentavam os espaços de formação do GESAC. O público variava de 10, 20 a 40 pessoas. Algumas oficinas tinham diretrizes pré-estabelecidas, como a “Se joga na rede”, que apresentava recursos na Internet e maneiras de interação na rede, e a “Leitura Crítica da Mídia”. Mas o conteúdo de cada uma dependia do nível de familiaridade e das expectativas de seus participantes.</p>
<p>Segundo Renata Lourenço, os softwares mais utilizados eram: <a href="http://www.debian.org/index.pt.html">Debian</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Ubuntu&amp;highlight=ubuntu"> Ubuntu</a>, <a href="http://www.gdhpress.com.br/kurumin/">Kurumim</a>, <a href="http://br.mozdev.org/">Firefox</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=gimp&amp;highlight=gimp"> Gimp</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=inkscape&amp;highlight=inkscape">Inkscape</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=NVU&amp;highlight=nvu">Nvu</a>, <a href="http://www.videolan.org/vlc/">Vlc</a>,<a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=scribus&amp;highlight=scribus"> Scribus</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Audacity&amp;highlight=audacity">Audacity</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=PD">Pd</a>, <a href="http://palcoprincipal.sapo.pt/noticias/Noticia/arduor_uma_nova_consola_de_edicao_audio/000277">Arduor</a>, <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Cinelerra">Cinelerra</a>,<a href="http://estudiolivre.org/kino"> Kino</a>. Mas nunca existiu um roteiro de softwares ou ferramentas essenciais para a formação nos Pontos de Presença. Banto justifica: &#8220;O software não importa muito. É preciso saber o quê fazer em cada lugar. É necessário entender cada situação, gerar problemas para as pessoas resolverem sozinhas ou em grupo, estimular a parte intelectual. Vou estar perto para provocar, o software não é tão importante.&#8221;</p>
<p>Conforme indica a metodologia de ensino cujo enfoque é a aprendizagem, o material didático será produzido processualmente pelo aluno. Assim, os oficineiros do Programa GESAC, em conformidade com os da Ação Cultura Digital, não adotavam uma perspectiva tecnicista, mas sim contextual e focada nas necessidades e particularidades da comunidade.</p>
<p><strong>Os mediadores do GESAC</strong></p>
<p>O trabalho é coordenado e co-planejado pela equipe de Apoio à Gestão do Programa GESAC, conhecida como Relacionamento com a Comunidade, sediada em Brasília. Esta equipe tem como função estreitar os laços entre os gestores/parceiros do Programa, atuando junto aos implementadores, administradores estaduais, regionais e locais do Ponto de Presença.</p>
<p>Atuavam como mediadores nos Pontos de Presença Gesac 22 implementadores sociais e quatro coordenadores (veja os<a href="http://www.idbrasil.gov.br/docs_prog_gesac/implementadores/document.2006-05-24.9564516984"> dados dos implementadores sociais do Gesac</a>). Banto sintetiza o papel destes mediadores: &#8220;É Exu. Leva e traz as coisas. Às vezes falta uma informação, ele explica três coisas e está feito o trabalho. Se o laboratório estava desmanchando, tinha que limpar e montar o laboratório. O implementador tem a função de ser animador. O que falta na comunidade? O que eu sei e posso oferecer? O que eu não sei e posso aprender junto?&#8221;</p>
<p>Para Lourenço, paciência, carinho, dedicação e técnica para utilizar as ferramentas são essenciais a um oficineiro. Didática e metodologia também são importantes para o trabalho.</p>
<p><strong>Material de apoio do Gesac</strong><br />
A base do trabalho do GESAC foi desenvolvida a partir de uma cesta de serviços em software livre – o <a href="http://www.idbrasil.gov.br/">IDBRASIL</a> (Inclusão Digital em Software Livre) que  complementa a conectividade via satélite instalada nos Pontos de Presença. No Portal<a href="http://biblioteca.idbrasil.gov.br/"> idbrasil.gov.br </a>estão reunidos, publicados e públicos, os materiais<br />
utilizados como referências nos espaços de formação do Gesac e os relatórios produzidos pelos implementadores sociais com o resultado de sua atuação nos Pontos de Presença.</p>
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		<title>Programa Casa Brasil: avaliação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
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		<description><![CDATA[O coordenador de tecnologia do Casa Brasil entre 2006 a 2008, VJ Pixel (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-101" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/vjpixel-150x150.jpg" alt="vjpixel" width="150" height="150" />O coordenador de tecnologia do <a href="http://www.casabrasil.gov.br">Casa Brasil</a> entre 2006 a 2008, <a href="http://culturadigital.br/members/pixel/">VJ Pixel</a> (foto ao lado), avaliou para a pesquisa encomendada pela <a href="http://www.rnp.br/">Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)</a> o processo pedagógico por que passaram os mediadores do projeto federal e  afirma ter sido transformador: &#8220;A experiência no Casa Brasil me mudou muito, mudou a minha maneira de dar oficinas. Essa metodologia que eu uso, de tentar fazer com que as pessoas participem mais das oficinas, consegui compreender e aplicar muito por causa do Casa Brasil, com o estudo teórico do Paulo Freire&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo o entrevistado, havia a impressão de que todos os envolvidos no projeto, e especialmente os oficineiros, estavam alinhados, com os mesmos objetivos, resultado da política bem definida por parte dos formuladores do programa. Pixel pondera: “No Casa Brasil, o objetivo era formar uma política pública integrada de inclusão digital. Pretendia ser o Governo nas comunidades e fazer com que as comunidades se apropriassem do Governo. Era um programa mais institucional”.</p>
<p>Do que conseguimos apurar, em linhas gerais, as pessoas que passavam a integrar o Casa Brasil, que começavam a atuar no projeto eram bem informados sobre seus objetivos e direcionamentos, o que foi fundamental para os resultados satisfatórios alcançados. Por outro lado, um dos fatores críticos indicados foi em relação ao fato de ser um programa extenso e dispendioso. O Programa Casa Brasil, como os demais de inclusão digital, necessita de uma grande estrutura de recursos humanos e financeiros, como equipamentos, infraestrutura (espaço físico, energia, equipamentos),  manutenção constante.</p>
<p>E da forma como foi implementado não conseguiu promover a autonomia das instituições parceiras. “Efetivamente, o programa não estimulava a autonomia. Por mais que tentássemos politicamente fazer isso, o governo dava muito, então as pessoas ficavam meio dependentes e pedindo mais”, afirma Pixel.</p>
<p><strong>Avaliação do próprio programa</strong></p>
<p>Um fator interessante é que o próprio programa desenvolveu um modelo de avaliação em que são mensurados indicadores de: 1) insumos ou recursos; 2) processos; 3) resultados; e 4) inclusão social. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Brasília <a href="http://www.arte.unb.br/6art/textos/fatma-brandao.pdf">Maria de Fátima Ramos Brandão e Bartholomeu Tôrres Tróccoli</a> (2005, p. 10): &#8220;O modelo de avaliação proposto considera estratégico a inclusão digital para promover o desenvolvimento social pela oportunidade de acesso a informação, produção de bens culturais, de aperfeiçoamento dos indivíduos, de consolidação da rede social e da articulação comunitária, participativa e cidadã. Dessa forma, espera-se promover a interação permanente e responsável entre os agentes sociais para resultar no desenvolvimento sustentável local e regional.&#8221;</p>
<p>Para eles, o pioneirismo do projeto evidencia-se por incorporar questões de inclusão digital, cultural e social “num complexo conjunto de objetivos indissociáveis”. Foi utilizada a ferramenta Wiki e o ambiente <a href="http://moodle.org/">Moodle</a> para desenvolver de forma colaborativa o modelo de avaliação, bem como para aplicá-lo.</p>
<p>Veja o que era avaliado em cada indicador:</p>
<p>No primeiro ponto<strong> insumos ou recursos</strong>, eram considerados:<br />
a) infraestrutura física (instalações físicas alocadas segundo padrões aprovados pela Coordenação Nacional);<br />
b) tecnológica (idem);<br />
c) humana (pessoal necessário para o funcionamento pleno da unidade); e<br />
d) orçamentária (com orçamento e cronograma financeiro de desembolso aprovado e destinado para o projeto e fontes de captação de recursos).</p>
<p>No segundo ponto, <strong>gestão ou processos</strong>, os seguintes aspectos eram pontuados:<br />
a) gestão administrativa (processos para a gestão da infra-estrutura física, tecnológica e de elaboração, planejamento e gestão de projetos sociais, serviços de apoio,<br />
atendimento comunitário, acompanhamento e avaliação);<br />
b) gestão financeira e de auto-sustentabilidade (processos para a gestão contábil, prestação de contas e articulação para auto-sustentabilidade);<br />
c) gestão social, participativa e de cidadania (processos para a gestão de relacionamentos, Conselho Gestor, atendimento ao cidadão e identificação de problemas<br />
comunitários);<br />
d) gestão de conhecimento tecnológico, científico e cultural (processos para a gestão da capacitação de agentes e comunidade para o uso, criação, produção, difusão, organização e sistematização dos conteúdos gerados, disponibilização no portal Casa Brasil e na sua rede social).</p>
<p>O terceiro indicador refere-se a <strong>resultados</strong>, que avalia:<br />
a) acessibilidade (infra-estrutura de inclusão e acessibilidade digital garantida);<br />
b)    habilidades      para     inclusão     digital social     (habilidades      de   inclusão     digital desenvolvidas para uso crítico e criativo das TICs na solução de problemas locais e comunitários e para a criação e produção de bens culturais);<br />
c) oportunidades econômicas sociais (melhoria de qualidade de vida e oportunidade de renda ou emprego);<br />
d) participação democrática e cidadã (participação, representatividade social e cidadania promovidas, rede social consolidada).</p>
<p>O quarto e último indicador é a <strong>inclusão social</strong>, avaliada de acordo com:<br />
a) desenvolvimento social de contexto (inclusão digital, de renda, de saúde, de educação, de segurança, de qualidade de vida e de sustentabilidade ambiental e social promovidas);<br />
b) desenvolvimento social  da Unidade Casa Brasil (conteúdos produzidos, comunidade atendida, eventos realizados);<br />
c) desenvolvimento do indivíduo (satisfação, qualidade de vida, oportunidades e expectativas evidenciadas) (BRANDÃO; TRÓCCOLI, 200515).</p>
<p>Outros aspectos que a avaliação considerava eram: redirecionar as ações na medida do necessário e promover uma cultura de visão crítica e ética. A íntegra do modelo citado acima e todos os indicadores estão disponíveis em .pdf para baixar no artigo: &#8220;<a href="http://bibliotecadigital.sbc.org.br/download.php? paper=733">Um modelo de avaliação de projeto de inclusão digital e social: Casa Brasil</a>”.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/o-programa-casa-brasil/">Mapeamento do Programa Casa Brasil</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">Manual de formação das oficinas do Casa Brasil</a> </strong>(inclui manual dos cursos, diretrizes e orientações para o conselho gestor)</li>
<li><strong><a href="http://vjpixel.net/">Site do VJ Pixel</a></strong></li>
</ul>
<p><em>Imagem: VJ Pixel por<em> Lu Scuarcialupi para o Blog Trezentos. Disponível em: </em><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2231">http://www.trezentos.blog.br/?p=2231</a></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Recomendações para a apropriação de tecnologias digitais: parte 4</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[apropriação]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia digital]]></category>

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		<description><![CDATA[O material de referência das oficinas de inclusão digital também deve ser pensado. A partir do mapeamento dos programas do governo federal, a lista de recomendações abaixo foi elaborada:

É essencial ter material de referência que aprofunde ou aponte caminhos para aprofundar o trabalhado nos espaços presenciais de formação.


 Os materiais de referências disponíveis na rede [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/aaroba-150x134.jpg" alt="aaroba" width="150" height="134" class="alignleft size-thumbnail wp-image-94" />O material de referência das oficinas de inclusão digital também deve ser pensado. A partir do mapeamento dos programas do governo federal, a lista de recomendações abaixo foi elaborada:</p>
<ul>
<li>É essencial ter material de referência que aprofunde ou<strong> aponte caminhos</strong> para aprofundar o trabalhado nos espaços presenciais de formação.</li>
</ul>
<ul>
<li> Os materiais de referências disponíveis na rede precisam estar apresentados de maneira sistematizada e <strong>acessível</strong>, com a possibilidade de serem impressos.</li>
</ul>
<ul>
<li> Por mais que não seja essencial, a distribuição de<strong> referências impressas </strong>é importante para pessoas sem acesso constante a referências online.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os materiais devem poder ser formulados e<strong> adequados a realidades</strong> locais.</li>
</ul>
<p><em>&#8220;Tudo está disponível na Internet e o desenvolvimento da fluência digital consiste em ter critérios definidos para buscar as informações relevantes, selecioná-las, operar sobre elas e gerar novas informações que leve a novos e melhores resultados, ou produções artísticas e/ou científicas criativas. Assim também os educadores, os tutores precisam desenvolver as habilidades de buscar, selecionar os melhores livros, os pesquisadores/autores mais creditados&#8221;</em> Léa da Cruz Fagundes, em entrevista por e-mail.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Recomendações para apropriações das tecnologias digitais- parte 3</title>
		<link>http://educacao.culturadigital.br/2009/11/03/recomendacoes-para-apropriacoes-das-tecnologias-digitais-parte-3/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[mediador]]></category>
		<category><![CDATA[oficineiro]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias digitais]]></category>

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		<description><![CDATA[Reunimos neste post orientações sobre os mediadores das oficinas de inclusão digital, elaboradas a partir do mapeamento das ações de programas do governo federal. A ideia ao fazer isso é não repetir erros detectados em outros projetos e perpetuar os acertos. Veja as recomendações:

A pessoa responsável por mediar o espaço de formação, seja oficineiro, educador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-76" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/oficina-150x150.png" alt="oficina" width="150" height="150" />Reunimos neste post orientações sobre os<strong> mediadores</strong> das oficinas de inclusão digital, elaboradas a partir do mapeamento das ações de programas do governo federal. A ideia ao fazer isso é não repetir erros detectados em outros projetos e perpetuar os acertos. Veja as recomendações:</p>
<ul>
<li>A pessoa responsável por mediar o espaço de formação, seja oficineiro, educador ou implementador, deve estar <strong>aberta para o diálogo</strong> com os que participam dos espaços de formação.</li>
</ul>
<ul>
<li>É preciso que o mediador tenha uma <strong>vida no digital</strong> e que se aproprie de ferramentas digitais em seu cotidiano.</li>
</ul>
<ul>
<li>Mais que ser profundo conhecedor de técnicas e ferramentas, o mediador necessita ter <strong>conhecimento das possibilidades das tecnologias</strong>, bem como saber apoiar os participantes do curso/oficina a encontrarem por si sós soluções para os problemas apresentados, estimulando a autonomia dos sujeitos.</li>
</ul>
<ul>
<li>É essencial que o mediador estimule todos os participantes a serem educadores e educandos e se coloque, ele mesmo, também como <strong>aprendiz</strong>.</li>
</ul>
<ul>
<li>O mediador precisa de <strong>formação continuada</strong>, tanto em técnicas didáticas e pedagógicas quanto em tecnologias digitais.</li>
</ul>
<ul>
<li>É importante que o mediador <strong>conheça de forma ampla o projeto </strong>em que estão inseridos os processos de formação em que trabalha, para que possa atuar conforme suas diretrizes e tenha condições de propor reformulações.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Condições de trabalho </strong>são essenciais para a boa atuação dos mediadores. Além de salário e ajuda de custo, quando for necessário deslocamento, todos os equipamentos utilizados no trabalho devem ser oferecido a eles, como notebooks, ferramentas, projetores, celulares etc.</li>
</ul>
<ul>
<li>A seleção e gestão da equipe de mediadores precisam ter <strong>critérios objetivos</strong> e ser feita de maneira rigorosa.</li>
</ul>
<p><em>&#8220;O professor ou tutor ideal é o professor/tutor que seja também um autêntico aprendiz, que aprenda quando ajude o outro a aprender. É aquele que pensa para ajudar o aprendiz a aprender a pensar. É o que se liberte das amarras do planejamento prévio, formal e definitivo e replaneje continuamente. É quem não copie “modelos de ensino”, mas permita que seus orientandos copiem e reprocessem o que copiam oferecendo as novas funcionalidade do produto aos autores copiados&#8221;,</em> <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4787265E2">Léa da Cruz Fagundes</a>, em entrevista por e-mail.</p>
<p>Imagem: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/68-%20/606</p>
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		<title>O programa Casa Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 02:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[casa brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Na tentativa de integrar e ampliar as iniciativas de inclusão digital do Governo Federal, nasce em 2004 o Programa Casa Brasil, sob a coordenação da Casa Civil, ligado diretamente à Presidência da República, e inspirado pela experiência dos telecentros municipais de São Paulo, criados na gestão da Prefeita Marta Suplicy.
O projeto inicial do Programa, chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-54" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/casabrasil2-150x150.jpg" alt="casabrasil" width="150" height="150" />Na tentativa de integrar e ampliar as iniciativas de inclusão digital do Governo Federal, nasce em 2004 o <a href="http://www.casabrasil.gov.br/">Programa Casa Brasil</a>, sob a coordenação da Casa Civil, ligado diretamente à Presidência da República, e inspirado pela experiência dos telecentros municipais de São Paulo, criados na gestão da Prefeita Marta Suplicy.</p>
<p>O projeto inicial do Programa, chamado Telecentros de Inclusão Digital, apresenta a proposta “de uso intensivo da tecnologia da informação visando ampliar a cidadania através da inclusão digital. Tem como objetivos combater a pobreza, garantir a privacidade e a segurança digital do cidadão, inseri-lo na sociedade da informação e fortalecer o desenvolvimento local” (ITI, 2004). Para tanto, seriam construídas parcerias com instituições locais, selecionadas por edital, para implantar espaços multifuncionais em comunidades de baixo índice de desenvolvimento humano (IDH).</p>
<p>Além do Telecentro, com pelo menos 10 computadores com software livre conectados à Internet de banda larga, cada unidade deveria ter outros dois módulos entre biblioteca popular, auditório, estúdio multimídia, oficina de produção de rádio, laboratório de popularização da ciência, oficina de metareciclagem ou espaço para atividades comunitárias. Segundo o VJ Pixel, coordenador de tecnologia do Casa Brasil, de 2006 a 2008, o Programa pretendia “ser o governo nas comunidades pra que elas se apropriassem do governo”.</p>
<p>O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), da Casa Civil, e a Secretaria de Comunicação e Políticas Estratégicas (SECOM) mobilizaram o Congresso Nacional a aprovar 224 milhões de reais no orçamento de 2005 para o projeto, mas somente 20 milhões deste montante foram liberados naquele ano. A redução de verbas levou a um conceito inovador: os parceiros que vencessem a licitação para implantar uma unidade do Casa Brasil precisariam conseguir manter o projeto sem verba do Governo Federal em dois anos (AQUINO, 2005).</p>
<p>Em sua dissertação de mestrado, de 2007, Rômulo de Amorim Corrêa levanta a hipótese de que a drástica diminuição de verbas para o Programa tenha sido resultado da saída do Governo de dois de seus principais defensores e propositores. Em junho de 2005, José Dirceu anunciou sua saída da Casa Civil, de volta para a Câmara dos Deputados, e, logo depois, em setembro, o sociólogo e ativista da cibercultura, Sergio Amadeu da Silveira, uma das figuras chaves para a elaboração do Casa Brasil, deixou a presidência do ITI. “A saída desses atores iria enfraquecer politicamente, não somente o projeto dentro do Governo, mas também a sustentação necessária para que o projeto continuasse sendo visto como a gênese de uma política pública de inclusão digital” (CORRÊA, 2007, p. 127).</p>
<p>Em vez das mil unidades previstas inicialmente, em 2005, 50 foram instaladas com recursos da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal e outras 90 pelo Governo Federal. Um Conselho Gestor, formado por membros da comunidade, organiza a utilização de cada unidade Casa Brasil. Além da compra de equipamentos, da adequação física dos locais, o projeto selecionava e treinava implementadores, técnicos, coordenadores, monitores e funcionários de limpeza para trabalharem no Programa. A proposta dos telecentros era fornecer muito mais do que a conectividade, pretendiam “dar aos jovens as noções básica de como usar o computador, de como navegar na internet, como usar o conhecimento que está disponível na rede e como aprender a compartilhá-lo com outros usuários da rede” (AQUINO, 2005).</p>
<p>Desde a proposição do projeto, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) financia bolsistas responsáveis para serem monitores das unidades. Uma das funções desses é a de elaborar o material pedagógico a ser utilizado nos telecentros e nas oficinas de formação o que, segundo Corrêa (2007, p. 132), “inseria a contribuição da academia na sua estrutura desde o início do projeto”.</p>
<p><strong>Os espaços de formação do Casa Brasil</strong><br />
O Casa Brasil possui espaços virtuais e presenciais para formação. Há uma série de planos de<br />
oficinas e cursos disponíveis na Internet (<a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67</a>) que podem ser utilizados por indivíduos ou grupos, de maneira autônoma. Os encontros presenciais reúnem bolsistas, membros da comunidade<br />
e representantes de movimentos sociais para discutir temas como democratização da<br />
comunicação, valorização da mulher e desmistificação de tecnologias (CASA BRASIL, 2007).<br />
Não há metodologia ou modelo pedagógico único para as atividades. A ideia<br />
defendida    busca   “o   fortalecimento      de  uma    rede    colaborativa  de  construção    e<br />
compartilhamento de conhecimento livre em todo o território nacional” (CASA BRASIL,<br />
2007).</p>
<p>Ainda assim, em 2008, foram organizadas oficinas-pilotos para o Programa. O VJ<br />
Pixel, que participou da concepção e produção dos pilotos afirma que não é possível planejar<br />
uma oficina sem considerar o contexto no qual ela se insere: &#8220;O oficineiro participa do ambiente, dialoga com as questões dos outros que estão ali. Os encontros são de muitos para muitos, não de um para muitos. Muita gente já tem conhecimento específico e compartilha, nosso papel é ir completando. Você incentiva o protagonismo e mostra que não é só você quem sabe. Está na Internet, todos sabem&#8221;, diz.</p>
<p>Na opinião de Pixel, mais importante do que trabalhar conteúdos específicos é formar<br />
de maneira panorâmica. “Mais importante que você dizer como faz a transição em um vídeo<br />
é mostrar como buscar porque este conhecimento resolve outros problemas. Ou a pessoa<br />
vai precisar de ajuda sempre”. Oficinas curtas, segundo Pixel, devem mostrar um panorama<br />
do que existe e ser um convite para participar. Nas de média duração, é possível mostrar<br />
como fazer; nas longas, o ideal é que as pessoas possam produzir conteúdos. “Mostrar como<br />
faz não é tão efetivo. Fazendo, você tem dúvidas, entende suas necessidades, encontra<br />
problemas específicos”, avalia Pixel.</p>
<p>Portanto, de acordo com Pixel, um dos formuladores das oficinas do Projeto Casa<br />
Brasil, haveria uma proposição de oficinas curtas, longas e médias, com objetivos distintos<br />
de 1) mostrar o ambiente da internet; 2) mostrar como conteúdos podem ser produzidos; e<br />
3) fazer as pessoas produzir e publicar conteúdos. Porém, a compreensão do ambiente da<br />
internet e do contexto e panorama social e cultural que vivemos, seria o mais importante.<br />
Dessa forma, compreende-se que os oficineiros do Casa Brasil também, a exemplo dos<br />
ativistas do Programa Ação Cultura Digital, visavam ressaltar em seus cursos de formação a<br />
capacidade emancipadora das tecnologias da informação e da comunicação, atuando como<br />
um facilitador para que o participante se apropriasse não só de ferramentas, mas<br />
principalmente do conhecimento coletivo das redes.</p>
<p><strong>Os mediadores do Casa Brasil</strong><br />
Os bolsistas do Casa Brasil não tinham ou tem a obrigação de promover oficinas ou<br />
outras ações de formação. Mas muitos dos Técnicos Especialistas em Computação (TEC) e<br />
dos Técnicos de Instrução Continuada (TIC), responsáveis pelas articulações políticas,<br />
realizaram oficinas para a apropriação do digital.<br />
Os TECs possuiam conhecimento avançado do sistema operacional Linux e de<br />
infraestrutura lógica de conexão e eram responsáveis pelo suporte, remoto e presencial, às<br />
unidades. Já os TICs, pela articulação entre as unidades do projeto e os agentes das<br />
comunidades. Cada um oferecia oficinas de acordo com seus conhecimentos prévios, que<br />
iam de economia solidária à metareciclagem. Todos recebiam formação institucional do<br />
Programa. De acordo com Pixel: “Quando as pessoas entram no Casa Brasil tem uma<br />
formação sobre o que é e quais os objetivos do Casa Brasil. Essa formação é essencial para<br />
que as pessoas entendam o Programa”.</p>
<p><strong>O material de apoio do Casa Brasil</strong><br />
Todos os materiais produzidos pelo projeto são licenciados em creative commons,<br />
licença livre que permite a livre utilização, adaptação e alteração de conteúdos, desde que<br />
não sejam usados para fins comerciais e que seja citada a autoria. Abordando temas<br />
diversos como arte digital, “contação” de histórias, navegação na Internet, criação de<br />
jóias com peças de computadores, reciclagem de garrafas pets, dentre outros, 20 oficinas<br />
estão disponíveis no Moodle, ambiente virtual acessado pelo site do projeto.<br />
Cada oficina oferece um manual do oficineiro e um do participante, que fornecem<br />
conteúdos e metodologia de aplicação de forma que o estudo do material seja suficiente<br />
para o desenvolvimento da oficina nos espaços da unidade. Trabalhando temas como<br />
dinamização de sala de leitura, metareciclagem, telecentro e direitos humanos, entre<br />
outros, um conjunto de cursos integralmente a distância é oferecido mensalmente.<br />
Nesses, podem se inscrever pessoas ligadas direta ou indiretamente ao projeto. Todas as<br />
turmas são acompanhadas por tutores que estimulam o trabalho colaborativo, a interação<br />
e o fortalecimento de redes cooperativas.<br />
Comunidades de prática são formadas para favorecer o compartilhamento de<br />
conhecimento e de experiências relacionados a temas fundamentais para o projeto, como<br />
por exemplo, economia solidária e pedagogia da autonomia. Uma comunidade de<br />
oficineiros, que funciona desde janeiro deste ano, reúne oficineiros de todo o País, que<br />
trocam impressões e soluções a respeito de oficinas do projeto.</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.casabrasil.gov.br/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=21&amp;Itemid=67">Manual de formação das oficinas do Casa Brasil</a> </strong>(inclui manual dos cursos, diretrizes e orientações para o conselho gestor</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Recomendações para apropriações das tecnologias digitais: parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 04:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta]]></category>
		<category><![CDATA[software]]></category>

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		<description><![CDATA[No que diz respeito aos softwares e ferramentas, as recomendações para os programas de apropriação das tecnologias digitais são:

 A escolha dos softwares e ferramentas a serem trabalhados em determinado espaço de formação depende das necessidades de quem busca a formação.


Em formações introdutórias não se deve treinar para o uso de softwares ou ferramentas específicas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-45" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/gnulinux1-150x150.jpg" alt="gnulinux" width="150" height="150" />No que diz respeito aos softwares e ferramentas, as recomendações para os programas de apropriação das tecnologias digitais são:</p>
<ul>
<li> A <strong>escolha dos softwares</strong> e ferramentas a serem trabalhados em determinado espaço de formação depende das necessidades de quem busca a formação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Em formações introdutórias não se deve treinar para o uso de softwares ou ferramentas específicas, mas habilitar o participante a operar na <strong>lógica do digital </strong>(a maioria dos softwares, por exemplo, organiza conteúdos em arquivos que podem ser salvos, editados, formatados etc).</li>
</ul>
<ul>
<li>As formações específicas, estruturadas por projetos, devem utilizar<strong> softwares livres</strong>. Treinar para o uso de software de empresas não é objetivo público.</li>
</ul>
<ul>
<li>O software livre não deve ser imposto como única alternativa, mas apresentado, com sua lógica colaborativa, suas vantagens e desvantagens, como <strong>opção política</strong> na formação oferecida pelo Estado.</li>
</ul>
<ul>
<li>Deve-se investir constantemente no <strong>desenvolvimento </strong>e na melhoria dos softwares livres utilizados nos espaços de formação.</li>
</ul>
<p><em>&#8220;O material didático no enfoque da aprendizagem será produzido pelo próprio aprendiz, em sua comunidade de aprendizes. Lembremos que os projetos geram pesquisa e as competências que evidenciam a fluência digital se expressam no desenvolvimento de habilidades de formular perguntas, questionar, enunciar problemas, decompô-los em subproblemas e buscar as informações, gerar as informações que sirvam para solucionar esses problemas, responder às questões propostas, serem cuidadosamente testadas segundo critérios propostos de economia, adequação, viabilidade etc&#8230;gerando novas e seguras argumentações&#8230;.&#8221;</em> Léa da Cruz Fagundes, em entrevista por e-mail.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Recomendações para a apropriação de tecnologias digitais: parte 1</title>
		<link>http://educacao.culturadigital.br/2009/11/02/recomendacoes-para-a-apropriacao-de-tecnologias-digitais-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 03:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[formação]]></category>
		<category><![CDATA[informal]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[oficina]]></category>

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		<description><![CDATA[Para uma efetiva apropriação de tecnologias digitais é necessário investir em ações de formação. Na tentativa de replicar acertos e evitar erros cometidos em programas implementados anteriormente, listamos as recomendações para as ações de apropriação de tecnologias digitais, divididas em quatro categorias: 1) espaços, 2) softwares e ferramentas, 3)mediadores, e 4)  materiais de referência.
Abaixo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-47" src="http://educacao.culturadigital.br/files/2009/11/image_mini-150x150.png" alt="image_mini" width="150" height="150" />Para uma efetiva apropriação de tecnologias digitais é necessário investir em ações de formação. Na tentativa de replicar acertos e evitar erros cometidos em programas implementados anteriormente, listamos as recomendações para as ações de apropriação de tecnologias digitais, divididas em quatro categorias: 1) espaços, 2) softwares e ferramentas, 3)mediadores, e 4)  materiais de referência.</p>
<p>Abaixo, listamos as recomendações em relação aos espaços  das ações de inclusão digital:</p>
<ul>
<li>A formação no digital é mais bem sucedida quando acontece em espaços informais, nos quais as pessoas se sentem à vontade para conversar, como oficinas, encontros, espaços abertos.</li>
</ul>
<ul>
<li>As pessoas precisam estar à vontade para conversar.</li>
</ul>
<ul>
<li> A formação só deve acontecer se for demanda dos atores que a recebem. Provavelmente, não será efetiva se for moeda de troca para acesso livre a telecentros ou para receber qualquer outro benefício de quem a oferece.</li>
</ul>
<ul>
<li> Mediadores são essenciais nos processos de formação do digital</li>
</ul>
<ul>
<li> Em espaços que possibilitam e fomentam o diálogo entre as pessoas, todos têm a possibilidade de ser aprendizes e formadores. O conhecimento é compartilhado pelas pessoas que aprendem em parceria.</li>
</ul>
<ul>
<li>A natureza informal dos espaços precisa estar clara para os que dela participarem, sob o risco de frustrar as expectativas dos que se sentirem convidados a aulas/ cursos tradicionais.</li>
</ul>
<ul>
<li>Informalidade não é sinônimo de despreparo. Planejamento é essencial para o sucesso de uma oficina e a falta dele é certeza de fracasso.</li>
</ul>
<ul>
<li>Há diversas metodologias possíveis para realizar ações de formação. É essencial dedicar tempo para definir uma metodologia, escolher referenciais teóricos que embasem as práticas pedagógicas e sistematizar o método a ser seguido pelos mediadores.</li>
</ul>
<ul>
<li>Formações introdutórias, de sensibilização, de contato inicial com equipamentos, ferramentas e possibilidades da rede, são essenciais.</li>
</ul>
<ul>
<li>Formações aprofundadas são importantes para que usuários avançados potencializem suas ações.</li>
</ul>
<ul>
<li>Espaços de formação que trabalhem linguagens, como áudio e vídeo, por exemplo, têm mais resultados quando geram produtos. Em vez de lidar com equipamentos e softwares de maneira abstrata, o aprendizado é mais efetivo quando as ferramentas são utilizadas para cumprir o objetivo de gerar um produto, por menor que seja.</li>
</ul>
<ul>
<li>Por mais que cada espaço de formação precise gerar um produto, é necessário ter claro o objetivo formador. Os participantes do espaço devem operar as ferramentas e conduzir os processos, não o mediador.</li>
</ul>
<ul>
<li>É importante registrar os espaços de formação em diversas linguagens. Os registros serão importantes para avaliações, para motivar os que participaram dos encontros e para divulgação.</li>
</ul>
<ul>
<li>É necessário providenciar todos os equipamentos e ferramentas necessários à formação, com as especificidades necessárias às diferentes linguagens – banda larga, velocidade de máquina, monitor com qualidade de cor pra trabalhar com foto ou vídeo, webcam, dentre outros equipamentos.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os espaços físicos para a formação precisam ser adequados. Além de conexão em banda larga, de equipamentos e ferramentas não se pode esquecer de que o lugar precisa de iluminação adequada, água potável, limpeza, sanitários etc.</li>
</ul>
<ul>
<li>É essencial que o espaço presencial se estenda a ambientes virtuais de aprendizagem, para dar suporte, tirar dúvidas, permitir atualização e interação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os ambientes virtuais precisam ser atraentes, intuitivos e dialogar com ferramentas já apropriadas pelas pessoas.</li>
</ul>
<ul>
<li>Avaliações são essenciais, seja ao final de cada espaço de formação ou, de forma mais ampla, nos programas de formação. Avaliações permitem corrigir problemas e incorporar boas soluções de maneira dinâmica.</li>
</ul>
<p><em>Imagem: Cristiano André dos Santos na oficina de MetaReciclagem do programa Gesac em Tiradentes, MG. Disponível em: </em><a href="http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/metareciclagem-promove-interacao-homem-maquina-em-tiradentes/">http://www.inclusaodigital.gov.br/inclusao/noticia/metareciclagem-promove-interacao-homem-maquina-em-tiradentes/</a></p>
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