Recomendações para apropriações das tecnologias digitais- parte 3

Publicado por Gabriela Agustini dia 3 de novembro de 2009

oficinaReunimos neste post orientações sobre os mediadores das oficinas de inclusão digital, elaboradas a partir do mapeamento das ações de programas do governo federal. A ideia ao fazer isso é não repetir erros detectados em outros projetos e perpetuar os acertos. Veja as recomendações:

  • A pessoa responsável por mediar o espaço de formação, seja oficineiro, educador ou implementador, deve estar aberta para o diálogo com os que participam dos espaços de formação.
  • É preciso que o mediador tenha uma vida no digital e que se aproprie de ferramentas digitais em seu cotidiano.
  • Mais que ser profundo conhecedor de técnicas e ferramentas, o mediador necessita ter conhecimento das possibilidades das tecnologias, bem como saber apoiar os participantes do curso/oficina a encontrarem por si sós soluções para os problemas apresentados, estimulando a autonomia dos sujeitos.
  • É essencial que o mediador estimule todos os participantes a serem educadores e educandos e se coloque, ele mesmo, também como aprendiz.
  • O mediador precisa de formação continuada, tanto em técnicas didáticas e pedagógicas quanto em tecnologias digitais.
  • É importante que o mediador conheça de forma ampla o projeto em que estão inseridos os processos de formação em que trabalha, para que possa atuar conforme suas diretrizes e tenha condições de propor reformulações.
  • Condições de trabalho são essenciais para a boa atuação dos mediadores. Além de salário e ajuda de custo, quando for necessário deslocamento, todos os equipamentos utilizados no trabalho devem ser oferecido a eles, como notebooks, ferramentas, projetores, celulares etc.
  • A seleção e gestão da equipe de mediadores precisam ter critérios objetivos e ser feita de maneira rigorosa.

“O professor ou tutor ideal é o professor/tutor que seja também um autêntico aprendiz, que aprenda quando ajude o outro a aprender. É aquele que pensa para ajudar o aprendiz a aprender a pensar. É o que se liberte das amarras do planejamento prévio, formal e definitivo e replaneje continuamente. É quem não copie “modelos de ensino”, mas permita que seus orientandos copiem e reprocessem o que copiam oferecendo as novas funcionalidade do produto aos autores copiados”, Léa da Cruz Fagundes, em entrevista por e-mail.

Imagem: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/68-%20/606

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